As perspetivas dos líderes para 2026: Luís Menezes, CEO da AGEAS

A análise de Luís Menezes, CEO da AGEAS.

Executive Digest

2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, mar­cado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.

Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que Luís Menezes, CEO da AGEAS, antecipa para um ano que exige, com responsabilidadedecisãoexecuçãoequilíbrios delicados, optimismo esperança (com cheiro a pólvora) ambição colectiva.



 

  1. Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
  2. Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
  3. Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
  4. Uma palavra que possa definir 2026.

 

1. O setor segurador em Portugal encara 2026 num contexto de mudanças aceleradas e complexidade crescente. A volatilidade geopolítica e económica continuará a afetar os mercados financeiros e a forma como gerimos risco. O avanço da Inteligência Artificial coloca desafios e expetativas elevadas: o setor precisa de compreender rapidamente como transformar estas tecnologias em soluções de valor para clientes e empresas, sem comprometer a solidez financeira e a humanização dos serviços. As decisões de política monetária, em especial as taxas de juro, terão impacto direto na poupança de longo prazo e no negócio Vida. Paralelamente, os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais tangíveis, exigindo inovação em produtos e gestão de risco para proteger famílias e empresas de eventos extremos.
Para o Grupo Ageas Portugal, o foco será manter a confiança e proximidade com os clientes, aliando inovação a prudência, num mercado cada vez mais exigente.

2. O cenário geopolítico global, marcado por tensões regionais e incerteza económica, reforça a necessidade de gestão de risco rigorosa. O seguro assume um papel estratégico, apoiando empresas e famílias a lidar com instabilidade e garantindo resiliência financeira. Estas circunstâncias exigem respostas rápidas, produtos adaptáveis e capacidade de antecipar mudanças nos mercados e nas políticas públicas.

3. Portugal mantém um gap considerável no que diz respeito a proteção e poupança de longo prazo. Em 2026, será crucial desenvolver soluções inovadoras para que os cidadãos possam complementar as futuras pensões e proteger-se face a riscos emergentes. A simplificação regulatória e a revisão do modelo de seguros de saúde oferecem espaço para criar produtos mais alinhados com as necessidades reais do mercado, com maior eficiência e menos burocracia. Estes movimentos representam uma oportunidade única de crescimento sustentável e de reforço do papel do seguro como parceiro de confiança das pessoas.

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