Apenas 22 municípios concentram metade do poder de compra nacional

Em 2020, apenas 22 municípios concentravam 50% do poder de compra nacional. No conjunto, as duas áreas metropolitanas concentravam mais de metade (52%) do poder de compra, apesar de reunirem 45% da população do país.

Fábio Carvalho da Silva

Em 2019 o poder de compra per capita manifestado nos municípios em Portugal era superior à média nacional em cerca de 10% dos municípios portugueses, maioritariamente localizados nas duas áreas metropolitanas de Lisboa (10 em 18 municípios) e do Porto (6 em 17) ou coincidentes com capitais de distrito, revelam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Apenas 22 municípios concentravam 50% do poder de compra nacional. No conjunto, as duas áreas metropolitanas concentravam mais de metade (52%) do poder de compra, apesar de reunirem 45% da população do país.



O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra pretende traduzir o poder de compra manifestado, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional (Portugal = 100).

A leitura dos resultados do IpC para 2019 associa ao território continental um poder de compra superior ao observado nas duas regiões autónomas portuguesas: o valor atingia 100,6 para o Continente e era, respetivamente, de 88,0 e 87,7 para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A Área Metropolitana de Lisboa (121,8) e o Algarve (100,8) constituíam as duas regiões com valor acima do nacional.

Em 2019, em 32 dos 308 municípios portugueses o poder de compra per capita situava-se acima da média nacional, destacando-se os territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto [Figura 1]. O município de Lisboa apresentava o IpC mais elevado (205,62), sendo o único município a mais do que duplicar o índice nacional.

Nas 15 primeiras posições correspondentes a um IpC superior a 110, encontravam-se ainda mais três municípios da Área Metropolitana de Lisboa
– Oeiras (153,13), Alcochete (119,79) e Cascais (117,95) – e quatro da Área Metropolitana do Porto: Porto (154,02), Matosinhos (130,63), São João da Madeira (130,55) e Maia (110,64).

Além dos territórios metropolitanos, as capitais de distrito revelavam um poder de compra per capita superior à média nacional – Faro (130,57), Coimbra (126,28), Aveiro (121,75), Évora (117,78), Braga (108,78), Beja (105,28), Leiria (103,21), Portalegre (101,83) e Santarém (100,41) –, destacando-se também o Funchal (115,71) na Região Autónoma da Madeira e Ponta Delgada (107,96) na Região Autónoma dos Açores.

Evidenciavam-se, ainda, os municípios de Sines (127,63), no Alentejo Litoral, de Albufeira (114,05), Loulé (109,34) e Portimão (105,61) no Algarve e Castro Verde (105,45) no Baixo Alentejo.

No conjunto do território nacional, 139 municípios (45% do total de municípios) apresentavam valores de IpC inferiores a 75. Dos 10 municípios com menor poder de compra per capita manifestado, seis pertenciam ao Interior da região Norte, três à Região Autónoma da Madeira e um à região Centro.

 

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