Além de reforçar a liderança individual, o pade amplia a visão estratégica dos dirigentes e cria uma rede de confiança que perdura como comunidade de aprendizagem contínua.
Dirigido a empresários e dirigentes com pelo menos 10 anos de experiência em funções de C-Level, Administração, Presidência ou Direcção-Geral, o PADE – Programa de Alta Direcção de Empresas da AESE Business School promove uma abordagem integrada e multi-disciplinar no campo da Gestão, centrada não apenas na regência das organizações, mas também em si próprio.
Para Pedro Ferro, director do PADE, em Lisboa, o programa dirige-se a líderes que, apesar da experiência acumulada, mantêm uma inquietação essencial: a vontade de continuar a evoluir. «São dirigentes que acreditam que o aperfeiçoamento pessoal é sempre possível e sempre necessário», afirma. Segundo o responsável, o PADE surpreende pela sua abordagem integrada, humanista e intelectualmente exigente da direcção das organizações.
«Muitos dirigentes, mesmo com décadas de prática, descobrem no PADE um momento raro de refrescamento intelectual, inspiração e capitalização de experiências que se traduzem em mudanças concretas nas suas organizações», acrescenta.
Por seu lado, também Pedro Pimentel, director do PADE, no Porto, sublinha outro efeito transformador: «A metodologia do caso continua a abrir novas perspectivas sobre situações que julgavam dominar».
O responsável explica que o papel dos professores da AESE e do IESE Business School, entidade parceira da instituição portuguesa, não passa por fornecer respostas pré-definidas, mas por catalisar a reflexão. «São os próprios participantes que, ao confrontarem a sua prática com a experiência dos colegas, identificam oportunidades muito concretas de melhoria», sublinha.
Esta dimensão de partilha entre pares revela-se uma das mais valorizadas. O networking no PADE não se limita à criação de contactos profissionais, ajudando a construir relações de confiança e pensamento crítico entre dirigentes que enfrentam desafios semelhantes, ainda que em sectores distintos.
Para Pedro Ferro, esta dimensão relacional é hoje inseparável da liderança. «A liderança contemporânea exige, cada vez mais, uma base sólida de autoconhecimento, capacidade de reflexão e inteligência relacional.» As competências técnicas continuam a ser importantes, mas já não bastam para governar organizações marcadas pela complexidade, pela mudança acelerada e pela interdependência humana e social.
Importância das competências humanas
Num tempo em que a IA acelera processos e automatiza decisões, o PADE reforça ainda mais a importância das competências exclusivamente humanas. Discernimento, prudência, sensibilidade ética, inteligência relacional e visão estratégica continuam a ser atributos insubstituíveis da liderança de topo. «A IA pode ajudar a processar informação, mas não substitui o dirigente naquilo que é verdadeiramente seu: julgar o que é mais importante e valioso, ponderar alternativas, decidir e assumir a responsabilidade», afirma Pedro Ferro. Já Pedro Pimentel concorda e acrescenta: «A IA pode ajudar a analisar dados, mas não substitui a responsabilidade de decidir. A liderança continuará a exigir discernimento, prudência e uma compreensão profunda da natureza humana – dimensões que nenhum sistema automatizado consegue replicar».
Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & formação de executivos”, publicado na edição de Maio (n.º 242) da Executive Digest.











