A tecnologia, as pessoas e a cultura entram num bar…

Opinião de Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR

André Manuel Mendes

Por Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR

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A tecnologia está a assumir um papel central em praticamente todas as áreas de atividade, e os Recursos Humanos (RH) não são exceção. Mas, hoje, não basta implementar ferramentas digitais para conseguir transformar a gestão de pessoas. Embora a tecnologia seja essencial, sozinha não garante o bem-estar das equipas nem o sucesso dos negócios. Para que as soluções de RH tenham um impacto real, é necessário integrá-las num ecossistema de colaboração, onde as pessoas, a cultura e os processos estão alinhados.

Não me interpretem mal: investir em tecnologias modernas de gestão de pessoas e tarefas, que concedam às equipas de RH mais tempo para tarefas verdadeiramente humanas, é fundamental para o sucesso e gestão de uma organização. Estas soluções trazem eficiência e dados valiosos, libertando os profissionais de tarefas repetitivas onde não acrescentam grande valor. Contudo, se não houver uma base de comunicação clara, liderança próxima e cultura de feedback, corre-se o risco de criar processos fragmentados com colaboradores desmotivados. Tudo depende, por isso, de como é implementada e usada a tecnologia, a favor das pessoas.

Para retirar o verdadeiro valor das novas tecnologias, os líderes de RH devem envolver todas as pessoas: desde as lideranças às equipas. A mudança só funciona quando todos compreendem os benefícios e desafios, quando todos são ouvidos e quando o seu feedback resulta em melhorias e medidas concretas. Aqui, o papel da liderança é decisivo. Não basta adotar ferramentas, é preciso liderar pelo exemplo, promover a colaboração, criar canais transparentes de comunicação e valorizar os contributos individuais e coletivos.

Quando bem integrada, a tecnologia pode reforçar a cultura de equipa. Plataformas de feedback contínuo que promovem a comunicação ou a realização de encontros presenciais ou virtuais com a equipa, são exemplos de estratégias reais que aproximam os colaboradores, promovendo o seu bem-estar no trabalho.

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É claro que este caminho não está isento de desafios. A resistência à mudança é comum e só pode ser superada através do envolvimento e da transparência sobre os objetivos. É, por isso, essencial garantir o acompanhamento constante das equipas, bem como o equilíbrio, de forma a conjugar a tecnologia com o contacto humano. Neste processo, a integração é absolutamente fundamental.

A tecnologia aplicada aos RH pode ser uma excelente estratégia para garantir o bem-estar, flexibilidade e autonomia das equipas. Mas o verdadeiro impacto está na combinação de tecnologia, pessoas e cultura. Apostar nestes três pilares constrói ambientes mais resilientes, colaborativos e inovadores, sendo um motor de transformação.

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