O presidente executivo da EDP, António Mexia, e o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, são suspeitos de terem corrompido, em conjunto, um ministro, um secretário de Estado, um assessor governamental e um director-geral, revela o “Público”, que cita acusações do inquérito das rendas da EDP, que levaram os procuradores do caso a pedir a suspensão de funções de ambos na eléctrica nacional.
De acordo com o jornal, o mesmo é solicitado para João Conceição, antigo assessor do então ministro da Economia Manuel Pinho. O ex-governante que, desde 2009, faz parte da comissão executiva da Redes Energéticas Nacionais, terá sido corrompido por Mexia e Manso Neto.
A defesa dos três tem até esta segunda-feira para contestar os fundamentos e a necessidade da medida de coacção que o Ministério Público pede. Já o juiz de instrução Carlos Alexandre deve decidir até ao fim da semana se agrava as medidas de coacção a três dos arguidos deste caso, escreve o “Público”.
Por sua vez, o “Correio da Manhã” (CM) avança que a defesa de Mexia e Manso Neto vai apresentar, pelo menos, quatro pareceres de eminentes juristas, que defendem que o presidente-executivo da EDP e o presidente-executivo da EDP Renováveis não podem ser suspensos das suas funções. De acordo com o “CM”, quer a defesa da dupla da EDP como a defesa de João Conceição vão contestar o agravamento das medidas de coação pedidas pelos procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto.














