A sétima reunião entre o Governo, o Presidente da República, figuras de Estado e representantes dos partidos políticos, com os especialistas e autoridades de Saúde, para fazer um ponto de situação da evolução da pandemia da covid-19 em Portugal, decorreu esta quinta-feira, no Infarmed, em Lisboa.
O primeiro-ministro António Costa, segundo informação partilhada nas redes sociais, deu nota de que hoje, na sessão de esclarecimento sobre uma situação epidemiológica em Portugal, recebeu “contribuições preciosas dos técnicos de saúde que ajudam a consolidar como as próximas decisões”.
Costa garantiu ainda que amanhã, no Conselho de Ministros, analisará “prudentemente” os próximos passos a tomar.
Hoje, na sessão de esclarecimento sobre a situação epidemiológica em #Portugal, recolhemos contributos preciosos dos técnicos de saúde que nos ajudarão a consolidar as próximas decisões. Amanhã, em Conselho de Ministros, analisaremos prudentemente os próximos passos a tomar. pic.twitter.com/P4Bfig6fKi
— António Costa (@antoniocostapm) May 28, 2020
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À saída desta reunião, o Presidente da República, afirmou que os focos da covid-19 detetados na Região de Lisboa e Vale do Tejo estivem em destaque.
Apesar do balanço da evolução do desconfinamento ser positivo, nomeadamente nas zonas Norte, Centro, Alentejo, Algarve e Ilhas onde os números são muito satisfatórios, o Presidente da República admitiu que a recente situação dos focos de surto, sobretudo nos bairros sociais, na Região de Lisboa e vale do Tejo, preocupam mas “não está descontrolada. A situação nem foi colocada nesses termos aos especialistas. Apenas requerem um acompanhamento mais atento”, reforçou Marcelo Rebelo de Sousa.
As preocupações com esta região não se prendem com o indicador, que está ligeiramente acima de 1 (1.1), sendo que a média nacional é inferior a 1, mas porque “é patente a existência quanto ao número de infetados de surtos, uma parte deles já detetada e com acompanhamento das cadeias de transmissão mas que merece a tal atenção e preocupação “.
Segundo os especialistas esta situação, ao que tudo indica, deverá estar ligada com as condições sócio-económicas com que se vive nestas áreas específicas.
Esta reunião debruçou-se ainda sobre as experiências estrangeiras em matéria de desconfinamento, verificando-se que na sua maioria o indicador ‘R’ está ligeiramente abaixo de 1, sentido subida, em virtude das aberturas, mas muito ligeiras e rapidamente normalizadas.
Para a próxima reunião, agendada para o dia 8 de junho, o principal objetivo será, segundo o Presidente, “o de olhar com distanciamento para os efeitos da segunda fase de desconfinamento, analisando a partir de 18 de maio e antes da fase que arranca agora dia 1 mas sobre a qual os efeitos cabais ainda não serão visíveis então”, acompanhando o regresso, nos diversos ângulos, do regresso aquele que é, também para Marcelo, o “novo normal”.
O Presidente avançou ainda que a situação dos surtos na Região de Lisboa e Vale do Tejo “pesará certamente nas decisões do Governo nos próximos dias e semanas, ainda que não seja com a ideia de que este é um sinal que conduz a uma inflexão da linha definida, mas naturalmente de ajustamento permanente, aquele que é também a razão de ser destas reuniões”.














