As operações de busca após a enxurrada ocorrida na quarta-feira no Nepal, na fronteira com a China, prosseguem e as autoridades dos dois lados da fronteira contabilizam já 804 mortos arrastados pela lama e mais de 3.000 desaparecidos.
As autoridades do Nepal elevaram hoje para 788 o número de mortos contabilizados, número que, somado às 16 mortes comunicadas pela China em relação à região autónoma do Tibete, eleva para mais de 800 o total de vítimas mortais nos dois lados da fronteira, sem que haja indicação de coordenação entre as duas partes para cruzar os números.
O balanço anterior divulgado era de 797 mortes em ambos os territórios.
Do lado chinês, as autoridades dão conta de 546 pessoas desaparecidas e, do lado nepalês, de mais de 2.500, entre as quais centenas de turistas estrangeiros.
Nas centrais hidroelétricas, em concreto, crê-se que estejam presos perto de mil trabalhadores.
Desde a ocorrência da catástrofe naquela zona dos Himalaias, os balanços têm sido atualizados várias vezes por dia, por vezes no espaço de poucas horas, dadas as dificuldades das operações e das comunicações.
A saturação das morgues e a rápida deterioração dos cadáveres recuperados nos rios obrigaram as autoridades locais a iniciar a recolha de amostras de ADN antes de enterrar corpos não identificados ou irreconhecíveis em zonas florestais comunitárias.
O Governo solicitou assistência internacional em matéria forense e de conservação de cadáveres, bem como o envio de equipas técnicas para tentar resgatar os trabalhadores que se teme estarem presos em túneis inundados das centrais hidroelétricas.
A China incluiu 260 estrangeiros na lista de cerca de 500 desaparecidos no Tibete, mas sem precisar as nacionalidades, embora tenha dito que tem contactado as embaixadas em Pequim dos países em causa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa tinha referenciado seis portugueses desaparecidos no Nepal, mas três foram, entretanto, encontrados com vida.













