A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no quotidiano profissional em Portugal. Segundo o estudo “O momento da verdade da IA nas empresas”, realizado pela OpinionWay para a Cegid junto de mais de 2.000 profissionais de Portugal, Espanha, França e Alemanha, 84% dos trabalhadores portugueses afirmam já utilizar ferramentas de IA no contexto profissional, face aos 65% registados em 2025.
A tecnologia começa também a assumir um papel mais relevante na tomada de decisões. Em Portugal, 44% dos trabalhadores inquiridos dizem recorrer frequentemente ou de forma sistemática à IA para apoiar decisões importantes no trabalho. Entre os profissionais dos 18 aos 29 anos, este valor sobe para 57%. Na Administração Pública, a percentagem chega aos 53%, o valor mais elevado entre os setores analisados.
Apesar da elevada utilização, a integração da IA nas organizações ainda está aquém da adoção individual. Apenas 41% dos trabalhadores portugueses consideram que a tecnologia está integrada, total ou parcialmente, na atividade diária da empresa onde trabalham, enquanto apenas 6% afirmam que essa integração é total. Ao mesmo tempo, 69% admitem utilizar ferramentas de IA externas à organização sem informar o empregador, percentagem que sobe para 77% na Administração Pública.
A perceção dos trabalhadores portugueses em relação à IA também se tornou mais positiva. Em 2026, 76% manifestam sentimentos positivos relativamente à utilização da tecnologia no trabalho, mais 17 pontos percentuais do que no ano anterior. Entre os jovens dos 18 aos 29 anos, o valor chega aos 86%. A confiança aumentou de 25% para 28%, enquanto a preocupação diminuiu de 28% para 23%.
Para a Cegid, os resultados mostram que o principal desafio já não é garantir o acesso à inteligência artificial, mas conseguir integrá-la de forma estruturada nas organizações. A empresa considera que as entidades que conseguirem transformar a utilização individual em processos internos, competências e políticas de utilização responsável estarão melhor posicionadas para obter ganhos de produtividade, competitividade e inovação nos próximos anos.














