A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram “qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana”.
O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é “tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas”, declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.
O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.
De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram “como planeado” e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um “diálogo construtivo” propício a negociações.
Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a “muito boa relação” que disse manter com Kim.
“Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, afirmou.
Os exercícios militares anuais “Escudo da Liberdade de Ulchi” normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.
O Presidente dos EUA disse que era “demasiado tarde para cancelar” os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para “reduzir substancialmente” as manobras.
Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam “um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte.
Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou “muito positiva” a troca de mensagens com Pyongyang.
Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano “o fez”, sem dar mais detalhes.
Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são “muito positivas”.
Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.
Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.














