Estados dos EUA exigem à Meta 173 mil ME em processo judicial

Os Estados norte-americanos que acusam a tecnológica Meta de projetar as plataformas Facebook e Instagram para viciar menores deverão exigir indemnizações de quase 200 mil milhões de dólares (173 mil milhões de euros), num julgamento com início na terça-feira.

Executive Digest com Lusa

Os Estados norte-americanos que acusam a tecnológica Meta de projetar as plataformas Facebook e Instagram para viciar menores deverão exigir indemnizações de quase 200 mil milhões de dólares (173 mil milhões de euros), num julgamento com início na terça-feira.

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O julgamento em Oakland, perto de São Francisco, tem alegações iniciais marcadas para 18 de agosto, e um advogado que representa os Estados norte-americanos afirmou à AFP que o pedido de indemnização deverá ascender a 193 mil milhões de dólares, embora o valor final ainda não seja oficial.

Este valor está longe de outros anteriormente circulados, próximos da capitalização bolsista total da Meta, que se aproxima de 1,5 biliões de dólares.

Durante o julgamento, que deverá durar até ao final de setembro, os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jérsia vão tentar provar perante um júri federal que a Meta violou várias leis norte-americanas que protegem a segurança e a privacidade ‘online’ das crianças.

O caso tem origem numa ação judicial interposta em 2023 por uma coligação de cerca de 30 Estados, acusando a Meta de instalar nas suas aplicações funcionalidades que poderiam ser viciantes para as crianças.

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Com cerca de 3,6 mil milhões de utilizadores em todas as suas aplicações (Facebook, Instagram, WhatsApp, entre outras), a Meta vai defender-se durante seis semanas de audições.

Em caso de derrota, a Meta e o seu diretor executivo, Mark Zuckerberg, que deverá testemunhar, correm o risco de, além da multa, ter de modificar as suas duas principais aplicações, Facebook e Instagram.

Oito cidadãos foram selecionados na quarta-feira para formar um júri consultivo e a juíza Yvonne Gonzalez Rogers terá a palavra final.

A Meta solicitou ainda que o ex-funcionário Arturo Bejar seja impedido de depor, acusando-o de destruir provas, o que a juíza rejeitou.

Bejar já depôs contra a gigante norte-americana perante o Senado e nos processos que a Meta perdeu este ano em Los Angeles e no Novo México, tendo a empresa recorrido da decisão.

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Os advogados dos Estados planeiam interrogar o engenheiro durante três horas sobre as práticas da Meta em relação à segurança dos menores e os seus objetivos de crescimento de utilizadores.

Em declarações à agência France-Presse, um porta-voz da empresa disse que a Meta “discorda veementemente destas alegações” e está “confiante de que as provas demonstrarão o compromisso de longa data com os jovens”.

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