O Grupo Américo Amorim deixou de ser acionista do Banco Luso-Brasileiro (BLB), depois de ter reduzido a sua participação na instituição para 32,8% no ano passado. A posição foi entretanto alienada à RC Participações S.A. (Ruas e Cunha), que passou a concentrar 91,55% do capital do banco.
A saída da Amorim Aliança B.V., sociedade através da qual o grupo português detinha a participação, aconteceu no âmbito de uma decisão estratégica do próprio acionista. A informação consta do relatório do BLB relativo à atividade no primeiro semestre de 2026.
“A saída da Amorim Aliança B.V. do quadro acionário decorreu de decisão do próprio acionista, no âmbito de sua estratégia corporativa. A operação foi realizada em conformidade com a regulamentação aplicável, não implica descontinuidade das operações, nem afeta o cumprimento das obrigações do Banco perante clientes, parceiros e órgãos reguladores, permanecendo inalteradas a sua estrutura administrativa e a condução dos negócios”, pode ler-se
A operação ficou concluída em abril deste ano, depois de ter recebido a aprovação do Banco Central do Brasil (BACEN). A reorganização societária resultou na concentração do controlo do banco na RC Participações S.A., que passou a ser a única acionista controladora da instituição.
A saída do grupo português acontece cerca de um ano depois de este ter vendido 15,43 pontos percentuais da participação que então detinha no BLB ao grupo brasileiro Mônaco. Na altura, o Grupo Américo Amorim reduziu a sua posição de 49,23% para 32,8%.
Com a mais recente operação, esses 32,8% foram alienados à RC Participações elevando a participação desta sociedade para 91,55% do capital do banco. Ao mesmo tempo, a K2CR Holding Financeira, ligada ao grupo Mônaco, passou a deter 6,9% do capital, abaixo da posição que tinha anteriormente. A família fundadora do BLB mantém pouco mais de 1,5% da instituição.














