O McLaren que pode tornar-se o mais caro de sempre vai a leilão… e pertenceu a um fundador dos Pink Floyd

RM Sotheby’s estima que o valor ultrapasse os 35 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de euros), um montante que reflete não apenas a raridade do automóvel, mas também a sua história nas pistas e a ligação a Nick Mason

Automonitor

Um dos McLaren mais icónicos alguma vez construídos prepara-se para mudar de mãos. O chassis 10R do lendário McLaren F1 GTR, propriedade de Nick Mason durante os últimos 27 anos, será leiloado a 15 de agosto, em Monterey, na Califórnia, e poderá tornar-se o McLaren mais caro de sempre vendido em leilão.

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A RM Sotheby’s estima que o valor ultrapasse os 35 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de euros), um montante que reflete não apenas a raridade do automóvel, mas também a sua história nas pistas e a ligação a um dos fundadores dos Pink Floyd.

Um protótipo único

O chassis 10R não é um McLaren F1 GTR qualquer. Trata-se do primeiro exemplar construído segundo as especificações de competição de 1996, utilizado pela própria McLaren como carro de desenvolvimento para as 24 Horas de Le Mans.

Foi também um dos apenas dois protótipos “Short Tail” produzidos pela marca e o único a conservar a pintura oficial inspirada na Pop Art britânica dos anos 90, numa combinação inconfundível de vermelho escarlate e amarelo.

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Segundo o ‘El Economista’, o automóvel foi conduzido por pilotos oficiais como JJ Lehto e David Brabham durante os testes de desenvolvimento para Le Mans, antes de ser adquirido por Nick Mason, em 1999.

Um carro feito para ser conduzido

Ao contrário de muitos automóveis desta categoria, o McLaren não permaneceu fechado numa coleção privada.

Nick Mason utilizou-o regularmente durante mais de duas décadas em concentrações, provas históricas e eventos como o Festival de Velocidade de Goodwood, acumulando quilómetros e histórias.

Essa utilização teve, no entanto, consequências.

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Em 2009, durante um ensaio conduzido por um jornalista, o carro saiu da estrada e acabou num campo de trigo. Oito anos depois, foi o próprio Mason a sofrer um acidente durante uma demonstração em Goodwood, embatendo numa barreira de pneus.

Em ambos os casos, o F1 GTR regressou às oficinas da britânica Lanzante, onde foi restaurado ao detalhe e mantido desde então, permanecendo hoje num dos melhores estados de conservação entre todos os exemplares existentes.

O último vencedor de uma era

Além da sua exclusividade, o chassis 10R simboliza também o fim de uma filosofia de construção que desapareceu do automobilismo.

O McLaren F1 GTR foi o último automóvel derivado diretamente de um hipercarro homologado para estrada capaz de vencer as 24 Horas de Le Mans, antes da era dos modernos protótipos de competição.

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A proveniência ajuda a explicar o interesse dos colecionadores.

Além de ter sido o protótipo oficial da McLaren, foi propriedade de um dos músicos mais conhecidos do mundo e integra uma coleção onde convivem modelos lendários como um Ferrari 250 GTO, um Jaguar D-Type, um Maserati 250F e um Porsche 962.

Agora, quase três décadas depois de ter chegado à garagem de Nick Mason, o histórico McLaren prepara-se para regressar ao mercado com um objetivo ambicioso: tornar-se o McLaren mais caro alguma vez vendido em leilão, um estatuto à altura de um dos automóveis mais emblemáticos da história da marca britânica.

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