As autoridades timorenses desmantelaram hoje mais um alegado centro de burlas telefónicas em Díli, tendo detido 21 cidadãos estrangeiros, informou a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
“Durante a ação, a equipa conjunta descobriu e encerrou uma atividade ilegal suspeita de estar ligada a um centro de burlas telefónicas, operado por cidadãos estrangeiros por um esquema associado a atividades de jogos ‘online'”, pode ler-se na informação à imprensa.
Na operação, que incluiu direção de investigação criminal e o serviço de informações policiais da PNTL, bem o serviço de informação das forças de defesa de Timor-Leste, foi também apreendido equipamento informático, telemóveis e outro tipo de material.
“O comando da PNTL prossegue as investigações para apurar todos os factos relacionados com este caso e determinar a responsabilidade legal dos envolvidos”, salienta a informação.
A PNTL volta a apelar à população para continuar a fornecer informações às autoridades “sempre que observe ou tenha conhecimento de atividades suspeitas, contribuindo, em conjunto, para a manutenção da segurança e da ordem pública em Timor-Leste”.
As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 400 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em atividades ilegais ‘online’, sobretudo relacionadas com jogo ilegal e fraude.
Em setembro do ano passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou para o aumento da presença de redes criminosas em Oecusse, o enclave timorense situado em território indonésio, na ilha de Timor.
Segundo o UNODC, investigações recentes demonstram que a região começou a ser influenciada por atividades criminosas organizadas.
Na sequência desse alerta público, o Governo de Timor-Leste decidiu cancelar todas as licenças anteriormente concedidas para operações de jogos e apostas ‘online’, bem como suspender a atribuição de novas licenças, devido aos riscos para a segurança e a estabilidade social.
Segundo o UNODC, quando redes criminosas digitais se instalam numa determinada região, “essa região torna-se frequentemente um centro de fraude cibernética, bem como de tráfico de droga e de seres humanos”.




