Petroleiro é tomado por piratas armados ao largo do Iémen e reacende ameaça à navegação no Golfo

Primeiras informações recolhidas pelas autoridades apontam para uma ação de pirataria oriunda da Somália, afastando, para já, a hipótese de um ataque dos Huthi

Francisco Laranjeira

Um grupo de homens armados tomou esta sexta-feira o controlo de um navio químico no Golfo de Áden, ao largo da costa sul do Iémen, num incidente que as primeiras avaliações atribuem a piratas somalis e não aos rebeldes Huthi.

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Segundo fontes de segurança marítima, o petroleiro ‘Asana’ foi abordado durante a travessia de uma das mais movimentadas rotas comerciais do mundo, tendo os atacantes assumido o controlo da embarcação, indicou a agência ‘Reuters’.

As primeiras informações recolhidas pelas autoridades apontam para uma ação de pirataria oriunda da Somália, afastando, para já, a hipótese de um ataque dos Huthi, grupo apoiado pelo Irão que tem realizado sucessivos ataques contra navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.

Os dados de rastreamento marítimo indicam que o Asana seguia em direção ao porto somali de Bosaso.

Navio lançou pedido de socorro

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O petroleiro emitiu um pedido de socorro cerca das 06h20 GMT, segundo a empresa britânica de segurança marítima Ambrey.

A mesma fonte refere que o navio não dispunha de uma equipa de segurança armada a bordo quando foi abordado e considera provável que os atacantes pertençam a um grupo organizado de piratas.

Até ao momento, continuam por esclarecer o número de assaltantes, a situação da tripulação e as circunstâncias exatas da tomada da embarcação.

Missão europeia acompanha operação

A missão naval europeia Aspides, destacada para proteger a navegação no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, confirmou que está a acompanhar o caso e a tentar apurar o que aconteceu.

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Segundo um responsável da missão, um navio de guerra sul-coreano encontrava-se na área para prestar apoio.

Ataque surge em momento de máxima tensão

O incidente ocorre apenas um dia depois de a ‘Reuters’ ter noticiado que o Irão pediu aos rebeldes Huthi para estarem preparados para encerrar a rota petrolífera do Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem infraestruturas energéticas iranianas.

Embora tudo indique que este caso esteja relacionado com pirataria somali, o assalto aumenta a pressão sobre uma das principais artérias do comércio mundial, numa altura em que a região já enfrenta elevados níveis de instabilidade devido ao conflito no Médio Oriente.

O operador do navio surge identificado nas bases de dados marítimas como a empresa Exon Energy, sediada nas Ilhas Marshall, mas até ao momento não foi possível obter uma reação da companhia.

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