Um grupo de homens armados tomou esta sexta-feira o controlo de um navio químico no Golfo de Áden, ao largo da costa sul do Iémen, num incidente que as primeiras avaliações atribuem a piratas somalis e não aos rebeldes Huthi.
Segundo fontes de segurança marítima, o petroleiro ‘Asana’ foi abordado durante a travessia de uma das mais movimentadas rotas comerciais do mundo, tendo os atacantes assumido o controlo da embarcação, indicou a agência ‘Reuters’.
As primeiras informações recolhidas pelas autoridades apontam para uma ação de pirataria oriunda da Somália, afastando, para já, a hipótese de um ataque dos Huthi, grupo apoiado pelo Irão que tem realizado sucessivos ataques contra navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.
Os dados de rastreamento marítimo indicam que o Asana seguia em direção ao porto somali de Bosaso.
Navio lançou pedido de socorro
O petroleiro emitiu um pedido de socorro cerca das 06h20 GMT, segundo a empresa britânica de segurança marítima Ambrey.
A mesma fonte refere que o navio não dispunha de uma equipa de segurança armada a bordo quando foi abordado e considera provável que os atacantes pertençam a um grupo organizado de piratas.
Até ao momento, continuam por esclarecer o número de assaltantes, a situação da tripulação e as circunstâncias exatas da tomada da embarcação.
Missão europeia acompanha operação
A missão naval europeia Aspides, destacada para proteger a navegação no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, confirmou que está a acompanhar o caso e a tentar apurar o que aconteceu.
Segundo um responsável da missão, um navio de guerra sul-coreano encontrava-se na área para prestar apoio.
Ataque surge em momento de máxima tensão
O incidente ocorre apenas um dia depois de a ‘Reuters’ ter noticiado que o Irão pediu aos rebeldes Huthi para estarem preparados para encerrar a rota petrolífera do Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem infraestruturas energéticas iranianas.
Embora tudo indique que este caso esteja relacionado com pirataria somali, o assalto aumenta a pressão sobre uma das principais artérias do comércio mundial, numa altura em que a região já enfrenta elevados níveis de instabilidade devido ao conflito no Médio Oriente.
O operador do navio surge identificado nas bases de dados marítimas como a empresa Exon Energy, sediada nas Ilhas Marshall, mas até ao momento não foi possível obter uma reação da companhia.


















