Duas pessoas morreram hoje na sequência de ataques norte-americanos no sudoeste do Irão, numa região petrolífera junto às fronteiras com o Kuwait e o Iraque, noticiaram as agências iranianas Fars e Tasnim.
“Até ao momento, registam-se dois mortos e três feridos”, escreveram as duas agências, citando um responsável da província do Cuzistão, que referiu ataques contra “três locais” distintos na periferia de Abadã.
Hoje, na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom) adiantou que as forças norte-americanas “atacaram dezenas de alvos” e que atingiram “sistemas iranianos de defesa antiaérea, radares costeiros, capacidades de mísseis e de drones, bem como pequenas embarcações”.
Com estes ataques, o exército norte-americano anunciou ter concluído a mais recente vaga de ataques contra o Irão e insistiu que Teerão “não controla” o estreito de Ormuz, sob acusações iranianas de ter “violado abertamente” o cessar-fogo acordado.
“O estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irão não o controla”, declarou o Centcom, que deu conta também de ataques iranianos efetuados domingo, que atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o estreito de Ormuz.
O estreito, por onde já passou um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado, tornou-se o ponto central de disputa num acordo interino entre os Estados Unidos e o Irão.
Os dois países estão quase a meio do período de 60 dias estabelecido pelo acordo, que deveria preparar negociações para um fim permanente da guerra. Em vez disso, degenerou numa série de ataques sobre o estreito e o seu futuro, preocupando líderes mundiais com a possibilidade de um reatar do conflito.














