Sindicato exige correção de despacho que exclui médicos das unidades de AVC

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exigiu hoje ao Governo a “correção imediata” do despacho que “exclui injustificadamente” os médicos das Unidades de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do regime de produção adicional associada à trombectomia.

Executive Digest com Lusa

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exigiu hoje ao Governo a “correção imediata” do despacho que “exclui injustificadamente” os médicos das Unidades de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do regime de produção adicional associada à trombectomia.

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Em comunicado, o sindicato, afeto à Federação Nacional dos Médicos (Fnam), adiantou que enviou uma carta à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e à Direção Executiva do SNS a exigir “a reapreciação urgente” do Despacho n.º 8134-A/2026, de 29 de junho, que regula o pagamento por produção adicional em procedimentos de Neurorradiologia, Cardiologia e Radiologia de Intervenção (incluindo as vias verdes de AVC e enfarte) no SNS.

“O despacho remunera neurorradiologistas de intervenção, anestesiologistas, enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, mas ignora os médicos que avaliam os doentes, ativam e coordenam a Via Verde AVC, decidem a referenciação para trombectomia e asseguram a responsabilidade clínica antes e depois do procedimento”, sublinhou.

O SMN alertou que “sem os médicos das Unidades de AVC, a trombectomia simplesmente não acontece”, e que “ao deixar estes profissionais de fora, a ministra da Saúde cria uma discriminação incompreensível entre membros da mesma equipa multidisciplinar, desvalorizando médicos cuja intervenção é indispensável para salvar vidas”.

Segundo o sindicato, esta exclusão não encontra suporte na própria legislação, argumentando que a portaria permite remunerar todos os profissionais cuja intervenção seja essencial à resposta da Via Verde AVC, pelo que a solução adotada levanta “fundadas dúvidas” de legalidade e de respeito pelos princípios constitucionais da igualdade e da justa retribuição pelo trabalho prestado.

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“Não se trata de um problema isolado. Esta omissão afeta os centros do SNS com Via Verde AVC, criando desigualdades remuneratórias entre profissionais que participam no mesmo processo assistencial e assumem responsabilidades clínicas complementares”, avisou o sindicato.

Por estes motivos, o sindicato exigiu à ministra da Saúde, à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e à Direção Executiva do SNS “a correção imediata” do despacho incluindo os médicos das Unidades de AVC no regime de produção adicional associado à trombectomia.

“Quem salva vidas deve ser tratado com igualdade”, reclamou o sindicato, lembrando que “intervém na defesa dos seus associados, mas também de todos os médicos abrangidos por esta injustiça e de um SNS que só se fortalece quando valoriza todos os profissionais indispensáveis aos cuidados prestados”.

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