Crise da água agrava-se em Almada: sábado traz novas restrições após cortes em 15 zonas

A presidente da Câmara de Almada deverá reunir-se hoje com a ministra do Ambiente para analisar a crise no abastecimento e as medidas a aplicar nos próximos dias.

Executive Digest

A crise no abastecimento de água em Almada deverá prolongar-se por, pelo menos, mais duas semanas. Na noite passada, 15 zonas do concelho ficaram sem água entre as 22h00 e as 06h00, numa medida aplicada em áreas entre a Costa da Caparica e a Charneca da Caparica.

O corte afetou zonas de seis freguesias: Charneca da Caparica, Sobreda, Costa da Caparica, Palhais, Caparica e Trafaria. A situação poderá repetir-se nos próximos dias noutras áreas do concelho.

Durante a tarde, o município tinha declarado situação de alerta devido à escassez de água e avançado com várias restrições ao consumo. Entre as medidas já impostas está a proibição de regar jardins públicos e privados, campos de golfe, lavar viaturas e encher piscinas.

Também ficou proibida a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares.

Câmara diz que plano tenta evitar cortes de 24 horas

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Num vídeo divulgado nas redes sociais durante a noite, a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou que o plano de contingência é a única forma de evitar que algumas zonas do concelho fiquem sem água durante todo o dia.

Os problemas no abastecimento já se arrastam há mais de uma semana. Numa primeira fase, os munícipes foram confrontados com uma redução da pressão da água durante o período noturno. Agora, a autarquia passou a aplicar cortes integrais por zonas, sempre entre as 22h00 e as 06h00.

A presidente da Câmara revelou ainda que, a partir de sábado, serão aplicadas novas restrições no concelho.

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Camiões cisterna vão apoiar distribuição de água

Perante a situação, o município vai recorrer ao apoio de camiões cisterna para distribuir água à população.

A falta de água em Almada tem gerado forte contestação. Esta quarta-feira, a situação levou a um protesto com cortes de estradas e confrontos entre manifestantes e a polícia. A população enfrenta há vários dias dificuldades no acesso à água nas torneiras, enquanto a autarquia já admitiu que a resolução do problema não será imediata.

A contestação também chegou à liderança do município, com moradores a pedirem a demissão da presidente da Câmara, Inês de Medeiros.

Ministra do Ambiente aponta falhas de investimento

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A ministra do Ambiente acusou a Câmara de Almada de não ter realizado os investimentos necessários para evitar a atual falta de água. A governante alertou ainda que o concelho apresenta perdas de água na ordem dos 40%, uma das situações mais graves a nível nacional.

A presidente da Câmara de Almada deverá reunir-se hoje com a ministra do Ambiente para analisar a crise no abastecimento e as medidas a aplicar nos próximos dias.

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