Venezuela/sismo: Ajuda humanitária dos EUA atinge 377 ME

Os Estados Unidos (EUA) destinaram, até à data, mais de 386 milhões de dólares (377 milhões de euros) em ajuda humanitária para apoiar as vítimas dos sismos que assolaram a Venezuela há duas semanas, informou o Departamento de Estado.

Executive Digest com Lusa

Os Estados Unidos (EUA) destinaram, até à data, mais de 386 milhões de dólares (377 milhões de euros) em ajuda humanitária para apoiar as vítimas dos sismos que assolaram a Venezuela há duas semanas, informou o Departamento de Estado.


A ajuda inclui cuidados médicos de emergência, alimentos, água potável, saneamento, abrigos temporários, proteção e apoio logístico às vítimas, canalizados através de organizações como a Cruz Vermelha, a UNICEF ou o Programa Alimentar Mundial, entre outras.


A administração norte-americana afirmou na quarta-feira já ter entregado mais de 400 toneladas métricas de material de emergência, incluindo ‘kits’ de abrigo, higiene, lonas, baldes e equipamento de cozinha, com os quais estima ter ajudado cerca de 70.000 pessoas afetadas pelos sismos.


No âmbito desta operação, Washington anunciou a criação de uma ponte aérea humanitária entre os EUA e a Venezuela, coordenada pelo Departamento de Estado, pela organização Airlink e pela empresa Amazon e que, segundo explicou, permitirá transportar semanalmente suprimentos de Miami para Maiquetía “sem custos para as organizações humanitárias”.


A resposta norte-americana incluiu também o envio de equipas de busca e salvamento urbano. Mais de 2.400 membros de 60 equipas internacionais provenientes de 29 países, juntamente com quase 200 cães especializados, participaram nos trabalhos de resgate após os sismos.

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As equipas norte-americanas enviadas da Virgínia, Califórnia e Flórida já regressaram às suas bases, após concluírem a sua missão, embora o Departamento de Estado assegure que ainda dispõe de pessoal no terreno para continuar a prestação de ajuda humanitária.


Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.685 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.


Entre os mortos, há pelo menos 100 portugueses e lusodescendentes, e outros 59 estão desaparecidos ou incontactáveis.

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Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.


A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.


Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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