O secretário-geral da ONU alertou hoje para um “ressurgir da atividade militar” israelita no sul do Líbano e pediu a todas as partes para “evitarem ações que possam colocar em risco o acordo” EUA e Irão.
O porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, afirmou hoje numa conferência de imprensa que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) continua a observar “uma intensa atividade militar israelita” na sua zona de operações.
Embora tenha reconhecido “uma redução geral da intensidade dos combates nos últimos dias”, a missão registou hoje novamente o lançamento de 312 projéteis, dos quais 291 foram atribuídos ao Exército israelita e 21 ao grupo xiita Hezbolla.
O número representa um aumento face às 174 e 189 trajetórias registadas na segunda e na terça-feira, respetivamente.
A FINUL também contabilizou 26 violações do espaço aéreo libanês por parte de Israel, além de um ataque aéreo e uma incursão de duas embarcações israelitas em águas territoriais libanesas junto a Naqoura, localidade onde se encontra a base principal da missão de paz da ONU.
Segundo a missão, um ataque contra um veículo na localidade de Shukin deixou pelo menos quatro mortos e vários feridos.
Sobre se a situação no Líbano vai afetar o acordo alcançado entre Washington e Teerão, o porta-voz do Secretário Geral da ONU disse que as partes envolvidas devem abster-se de tomar medidas que possam fazer “descarrilar” um pacto que procura “pôr fim ao conflito, abrir negociações sérias e garantir a reabertura do estreito de Ormuz”.
O porta-voz acrescentou que a ONU ainda não viu o texto oficial do memorando entre os Estados Unidos e o Irão.
Além disso, rejeitou que o acordo deva ser interpretado como um relaxamento da pressão internacional sobre as violações dos direitos humanos no Irão, e lembrou que Teerão mantém as suas obrigações com o Organismo Internacional de Energia Atómica (OIEA).
ATR // RBF
Lusa/ Fim












