A cibersegurança está a tornar‑se um eixo estratégico das empresas, deixando de ser apenas um tema tecnológico para influenciar competitividade e crescimento. O relatório Cybersecurity Considerations 2026, da KPMG, revela que 79% dos CEOs identificam o cibercrime como a principal ameaça ao negócio, acima da pressão regulatória e das tensões geopolíticas.
Com ataques cada vez mais sofisticados, a consultora defende uma abordagem assente na antecipação do risco, num contexto marcado pela expansão da Inteligência Artificial (IA), pela instabilidade global e por novas exigências regulatórias.
Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal, sublinha que “a confiança digital é hoje um diferencial competitivo” e que a gestão de identidades não humanas — como aplicações, máquinas e agentes de IA — é crítica para garantir resiliência.
O relatório destaca que estas identidades já superam largamente os utilizadores humanos, ampliando a superfície de ataque. No último ano, 59% das empresas sofreram incidentes provocados por terceiros.
A KPMG alerta ainda para o peso crescente da geopolítica e da regulação. Diretivas como a NIS2 e a DORA elevam as exigências de resiliência operacional, enquanto a dependência de fornecedores tecnológicos transforma a cadeia de abastecimento numa potencial cadeia de ataque.








