Covid.19. Cerca de 58% das empresas tem funcionários em teletrabalho

A percentagem de empresas com pessoal em teletrabalho é crescente com a dimensão das empresas, atingindo 93% nas grandes e não ultrapassando 30% nas micro empresas.

Sónia Bexiga

Cerca de 58% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho e 20% tinham mais de 50% do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar nessa situação, segundo dados do “Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19” (COVID-IREE), do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal (BdP), divulgados esta terça-feira.

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Os dados apurados mostram ainda que a percentagem de empresas com pessoal em teletrabalho é crescente com a dimensão das empresas,  atingindo 93% nas grandes e não ultrapassando 30% nas micro empresas. A proporção de empresas que reportou pessoas ao serviço em teletrabalho foi superior nas exportadoras.

Por setor, refletindo a natureza da atividade económica desenvolvida, destacou-se a Informação e comunicação com
67% das empresas a registar uma percentagem superior a 75% de pessoal ao serviço em teletrabalho. Em sentido oposto, o setor que menos recurso assinalou a esta forma de trabalho foi o Alojamento e Restauração.

58% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho, sendo que 20% tinham mais de 50% do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar em teletrabalho. A proporção de empresas que reportou pessoas ao serviço em teletrabalho foi superior nas exportadoras e nas de maior dimensão. Por setor, 67% das empresas da Informação e comunicação registaram uma percentagem superior a 75% de pessoal ao serviço em teletrabalho. Em sentido oposto, o setor que menos recurso assinalou a esta forma de trabalho foi o Alojamento e restauração.

De entre os resultados da quarta semana de inquirição (27 de abril a 1 de maio de 2020) destaca-se, assim, o facto de cerca de 84% das empresas se manterem em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente, e 16% das empresas terem encerrado temporariamente ou definitivamente.

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Nas empresas com perfil exportador registou-se uma maior proporção de empresas em funcionamento. Por setor, a percentagem de empresas encerradas (temporária e definitivamente) continua a ser significativamente mais alta no Alojamento e restauração (59%).

Acresce ainda que 79% das empresas respondentes continuaram a reportar diminuição do volume de negócios, numa grande parte (39%) a redução foi superior a 50% do volume de negócios, refletindo sobretudo a ausência de
encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência.

Foi ainda apurado que 57% das empresas continuaram a reportar reduções do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, sendo que 25% referiram uma redução superior a 50%. O layoff simplificado foi apontado por 59% das empresas
como relevante ou muito relevante para a redução do pessoal ao serviço.

A percentagem de empresas (em funcionamento ou temporariamente encerradas) que já beneficiou de outras medidas anunciadas pelo Governo, para além do layoff simplificado, aumentou ligeiramente face à semana anterior, mas continuou a ser reduzida.

84% das empresas mantém-se em produção

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Sobre esta quarta semana em análise, o inquérito mostra ainda que 84% das empresas mantinham-se em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente. Cerca de 15% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas, enquanto 1% tinha encerrado definitivamente.

A percentagem de empresas com perfil exportador que se mantinha em funcionamento situava-se em 89% (83% no caso das empresas não exportadoras).

A percentagem de empresas encerradas (temporária e definitivamente) continua a ser mais elevada no setor do Alojamento e restauração (59%), seguindo-se os setores do Comércio e Outros serviços (16% nos dois casos).

As restrições no contexto do estado de emergência e a ausência de encomendas/clientes mantiveram-se como os motivos referidos como tendo mais impacto para o encerramento definitivo das empresas.

Relativamente à situação expectável sem pandemia, 79% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas continuam a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 3% um impacto positivo, situação quase idêntica à da semana anterior.

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A percentagem de empresas com perfil exportador a reportar uma redução do volume de negócios foi ligeiramente superior à das restantes empresas (80% e 79%, respetivamente).

Por dimensão da empresa e setor, registaram-se proporções semelhantes às da semana anterior, sendo que o setor do Alojamento e restauração continuou a evidenciar-se, com 98% das empresas deste setor a referirem reduções do volume de negócios (mais 2 p.p. que na semana anterior).

Quebra superior a 50% do volume de negócios

Segundo o inquérito, 39% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios na semana de 27 de abril a 1 de maio (percentagem semelhante à da semana anterior). Sendo que 34% das empresas reportaram reduções do volume de negócios entre 10% e 50%.

As empresas temporariamente encerradas reportaram maioritariamente reduções superiores a 75%.

A percentagem de empresas que reportou reduções superiores a 75% do volume de negócios continuou a ser superior à média entre as micro empresas e, por setor, no Alojamento e restauração, Transportes e armazenagem e Outros serviços. Nas empresas com perfil exportador esta percentagem situou-se em níveis ligeiramente inferiores aos do total.

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A ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência continuaram a ser frequentemente referidos como fatores com muito impacto na redução do volume de negócios. Para a maioria das empresas respondentes a falta imprevista de funcionários não teve muito impacto.

Estes fatores continuam a ser referidos de forma transversal às diferentes dimensões e setores, com destaque para a percentagem de empresas que referiu a ausência de encomendas/clientes nos setores de Alojamento e restauração e Transportes e armazenagem, que continuou a exceder os 90%.

As empresas com perfil exportador continuaram a referir em menor percentagem um grande impacto das restrições no contexto do estado de emergência (65%, face a 83% nas não exportadoras) e em maior percentagem os problemas na cadeia de fornecimento (43%, face a 37%).

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