Um alegado ataque informático terá comprometido os dados pessoais de cerca de um milhão de clientes dos CTT que utilizaram o serviço de cacifos Locky. A informação foi divulgada esta segunda-feira, 27 de abril, num fórum associado ao cibercrime.
De acordo com a CNN Portugal, o hacker afirma ter obtido acesso à base de dados completa do serviço Locky, que inclui nomes, números de telefone, endereços de email, bem como registos detalhados de encomendas, incluindo datas e horas de entrega.
O mesmo indivíduo, que se identifica como “Boogeymann Hoboper”, terá publicado uma amostra dos dados roubados num dos principais fóruns utilizados por piratas informáticos. Segundo CNN Portugal, o acesso ao conteúdo estará a ser disponibilizado através de cinco links, totalizando cerca de meio gigabyte de informação.
O ataque abrangerá dados associados aos 1.890 cacifos Locky existentes em Portugal, sendo que cada equipamento é utilizado por vários clientes.
Risco elevado de phishing e fraudes
Especialistas alertam para o risco acrescido de ataques dirigidos às vítimas. De acordo com a CNN Portugal, o especialista em cibersegurança Nuno Mateus Coelho sublinha que os dados reais podem ser usados para criar esquemas de phishing altamente credíveis.
Entre os cenários possíveis estão o envio de referências multibanco falsas para pagamento de taxas associadas a encomendas ou mensagens com links maliciosos disfarçados de faturas. Estes ataques podem levar ao roubo de dados sensíveis ou até ao acesso indevido a contas bancárias.
O serviço de cacifos Locky permite aos utilizadores receber encomendas em pontos distribuídos por várias cidades do país, com acesso disponível em alguns casos 24 horas por dia. A abertura dos cacifos é feita através de um código PIN único e temporário, enviado ao cliente.
O hacker afirma ter conseguido aceder a toda a informação associada a este sistema, o que aumenta a preocupação relativamente à segurança dos dados dos utilizadores.
Fórum de cibercrime usado para divulgação
O anúncio do alegado roubo foi feito num fórum conhecido no submundo digital, onde é comum a partilha e venda de informação obtida ilegalmente. Este tipo de plataformas é frequentemente utilizado por cibercriminosos para divulgar bases de dados roubadas e negociar o seu acesso.
A situação levanta preocupações significativas sobre a proteção de dados e a segurança digital dos utilizadores de serviços de entrega automatizados em Portugal.














