A medida já está em vigor: principais companhias aéreas limitam ou proíbem este dispositivo comum na bagagem de porão

A principal regra é simples, mas continua a gerar confusão entre passageiros: os powerbanks não podem, em geral, ser colocados na bagagem despachada. Em muitas companhias, só são permitidos na bagagem de mão e com condições específicas de transporte e utilização

Francisco Laranjeira

Viajar sem telemóvel, portátil ou tablet tornou-se impensável para a maioria das pessoas. Mas há um acessório essencial para manter esses dispositivos ligados que está cada vez mais sob escrutínio das companhias aéreas: as baterias portáteis, ou powerbanks. O ‘El Economista’ destaca que várias transportadoras estão a reforçar restrições, sobretudo na bagagem de porão, devido ao risco de incêndio ou explosão durante o voo.

A principal regra é simples, mas continua a gerar confusão entre passageiros: os powerbanks não podem, em geral, ser colocados na bagagem despachada. Em muitas companhias, só são permitidos na bagagem de mão e com condições específicas de transporte e utilização.

O motivo está nas baterias de lítio, que podem sobreaquecer e provocar incidentes a bordo. Por isso, empresas como Emirates, Ryanair e Iberia adotaram regras mais apertadas para este tipo de equipamento.

No caso da Emirates, os passageiros podem levar na cabine um carregador portátil com menos de 100 watt-hora, mas não o podem usar durante o voo para carregar telemóveis, portáteis ou outros dispositivos. Também não podem recarregar o próprio powerbank com a energia do avião. Além disso, a companhia exige que estas baterias não sejam colocadas no compartimento superior, devendo ficar no bolso do banco ou debaixo do assento da frente. No porão, estão proibidas.

A Ryanair também mantém regras rígidas. Permite transportar até 15 dispositivos eletrónicos pessoais e um total de 20 baterias de lítio sobressalentes ou powerbanks, desde que cada unidade não ultrapasse os 100 watt-hora. Segundo a companhia, dispositivos ou baterias acima desse limite não são autorizados nem na cabine nem no porão.

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A transportadora low cost exige ainda proteção individual para evitar curtos-circuitos. Isso pode ser feito com a embalagem original, fita isolante nos terminais expostos ou sacos plásticos separados para cada bateria. Tal como acontece noutras companhias, estes dispositivos não podem ser usados durante a descolagem ou aterragem e devem ser mantidos debaixo do assento da frente ou junto ao passageiro.

Já a Iberia distingue entre equipamentos com bateria instalada e baterias sobressalentes. Dispositivos como portáteis, drones, câmaras ou telemóveis podem seguir na cabine ou no porão, desde que a bateria incorporada não ultrapasse os 160 watt-hora e que o aparelho esteja desligado, sem alarmes ou aplicações que o possam reativar acidentalmente.

No entanto, quando se trata de baterias removíveis e powerbanks, a regra muda. Esses equipamentos não podem ser colocados na bagagem despachada e só podem ser levados a bordo se tiverem menos de 160 watt-hora. O ‘El Economista’ sublinha ainda que a Iberia recomenda proteger sempre os terminais com embalagem original, cobertura adequada ou sacos individuais.

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A tendência parece clara: as companhias estão a apertar cada vez mais as regras para equipamentos que muitos passageiros ainda tratam como acessórios banais. Na prática, um simples powerbank mal arrumado pode hoje significar problemas no controlo de segurança, no embarque ou até a perda do voo.

Para quem vai viajar, a recomendação é verificar com atenção as regras específicas da companhia antes de fazer a mala. Porque, neste caso, um pequeno dispositivo pode transformar-se num grande contratempo.

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