O presidente americano, Donald Trump, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, anunciaram a divulgação de novos ficheiros sobre OVNI, numa iniciativa apresentada como uma tentativa de dar “total transparência” ao público sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados.
A informação foi avançada pelo ‘The Independent’, depois de o Departamento da Defesa americano ter indicado que estes documentos são apenas a primeira parte de várias divulgações previstas.
“O Departamento da Guerra está em total sintonia com o presidente Trump para trazer uma transparência sem precedentes em relação ao entendimento do nosso Governo sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados”, afirmou Hegseth, em comunicado.
Os ficheiros agora divulgados incluem transcrições da missão Apollo 17, que pousou na Lua em dezembro de 1972.
Nessas comunicações, os astronautas descrevem luzes, fragmentos e fenómenos não identificados observados durante a missão lunar.
Luzes brilhantes vistas da Apollo 17
Numa das transcrições, o piloto Ronald Evans relata a presença de “partículas ou fragmentos muito brilhantes” a passar junto à nave durante uma manobra.
Do controlo da missão chegou apenas a resposta: “Roger. Entendido.”
Pouco depois, o astronauta Harrison Schmitt descreveu aquilo que via pela janela.
“Há um monte de luzes grandes na minha janela lá em baixo, bem brilhantes. Parece o Quatro de Julho visto da janela do Ron”, afirmou, numa referência ao fogo de artifício do Dia da Independência dos Estados Unidos.
Evans acrescentou que era possível ver a forma de alguns desses objetos.
Segundo o astronauta, pareciam “fragmentos muito irregulares e angulares” que estavam a girar.
No dia seguinte, o comandante Eugene Cernan também relatou observações invulgares.
Disse ter visto “alguns conjuntos de rastos” e recordou um ponto muito brilhante que passou diante dos seus olhos antes de adormecer.
“Foi como um farol muito forte, como um comboio vindo na sua direção, só que com um clarão”, descreveu.
Pentágono analisa fotografia com três “pontos”
O Departamento da Defesa revelou ainda que abriu uma investigação a uma fotografia tirada durante a missão Apollo 17.
A imagem já era pública, mas voltou a ser analisada por mostrar três “pontos” numa formação triangular no quadrante inferior direito do céu lunar.
Segundo as autoridades americanas, esses pontos tornam-se claramente visíveis quando a fotografia é ampliada.
O departamento sublinha que ainda não existe consenso sobre a natureza da anomalia.
Uma análise preliminar do Governo dos Estados Unidos sugere que a marca observada na imagem poderá resultar de um objeto físico presente na cena.
As autoridades obtiveram o filme original da missão e deverão divulgar uma análise completa quando a investigação estiver concluída.
Apollo 12 também surge nos documentos
Os novos ficheiros incluem ainda uma fotografia da missão Apollo 12, realizada em 1969.
Segundo o Departamento da Defesa, essa imagem mostra cinco “fenómenos não identificados” observados a partir da superfície lunar.
A Apollo 12 foi a segunda missão tripulada a pousar na Lua, depois da Apollo 11.
A inclusão destes registos mostra que a divulgação agora iniciada não se limita a incidentes recentes.
Os documentos recuperam também episódios históricos do programa espacial americano, alguns com mais de cinco décadas.
Marjorie Taylor Greene critica divulgação
A decisão da Administração Trump não agradou a todos os seus apoiantes.
A ex-congressista republicana Marjorie Taylor Greene criticou publicamente a divulgação dos ficheiros sobre OVNI.
“Eu realmente não me importo com os ficheiros sobre OVNI. Simplesmente não me importo”, escreveu nas redes sociais.
Greene acusou ainda a Administração de usar o tema como distração política, garantindo que só mudaria de opinião se fossem apresentados “alienígenas de verdade” ou demonstrações concretas de OVNI.
Mais ficheiros deverão ser revelados
A Administração Trump apresenta a divulgação destes documentos como parte de uma nova política de abertura sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados.
O Departamento da Defesa afirma que novas informações serão publicadas de forma gradual.
Para já, os ficheiros recuperam sobretudo relatos e imagens de missões lunares históricas, onde astronautas registaram luzes, pontos e fragmentos cuja origem não foi determinada de forma conclusiva.
A promessa da Casa Branca é continuar a divulgar documentos e análises que, até agora, eram pouco conhecidos do público ou permaneciam dispersos em arquivos oficiais.







