OMS insiste: coronavírus veio dos morcegos e não de um laboratório

A OMS disse esta terça-feira que de acordo com as evidências disponíveis, o novo coronavírus teve origem em animais na China, no final do ano passado, não existindo sinais de que tenha sido manipulado ou produzido em laboratório.

Simone Silva

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, esta terça-feira, que de acordo com as evidências disponíveis, o novo coronavírus teve origem em animais na China, no final do ano passado, não existindo sinais de que tenha sido manipulado ou produzido em laboratório.

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«Todas as evidências disponíveis sugerem que é muito provável que o vírus tenha origem animal e não tenha sido manipulado ou produzido em laboratório», disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, numa conferência de imprensa em Genebra.

Chaib acrescentou também que ainda não estava clara a forma como o vírus tinha ultrapassado a barreira das espécies animais, infectando os seres humanos, mas «certamente» havia um intermediário animal. «Provavelmente o seu reservatório ecológico está nos morcegos, agora como é que o vírus passou do morcegos para os seres humanos é uma questão que ainda está para ser analisada e descoberta», disse.

Quando questionada directamente sobre se era possível que o vírus tivesse escapado de um laboratório na China, a responsável não quis responder contudo, o Instituto de Virologia de Wuhan já rejeitou essa hipótese.

Relativamente ao impacto da decisão tomada por Trump, na semana passada, de suspender o financiamento à OMS, no meio da pandemia da Covid-19, Chaib disse: «Ainda estamos a avaliar a situação sobre o anúncio do presidente Trump», garantindo que vão continuar «a trabalhar com os nossos parceiros para preencher quaisquer lacunas».

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«É muito importante continuar o que estamos a fazer não apenas pela Covid, mas por muitos, muitos, muitos outros programas de saúde», acrescentou ela, referindo-se à acção contra a poliomielite, o VIH, a malária, entre outras doenças.

A responsável disse ainda que a OMS obteve um financiamento de 81% nos próximos dois anos, referindo-se ao seu orçamento bienal de 4,8 mil milhões de dólares. Os Estados Unidos são o país que mais doações faz à agência sediada em Genebra. A Fundação Gates e o Reino Unido são outros dos parceiros.

Recorde-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse, na semana passada, que o seu governo estava a tentar determinar se o vírus tinha escapado de um laboratório na cidade de Wuhan, no centro da China, onde a pandemia de coronavírus surgiu em Dezembro.

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