A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, esta terça-feira, que de acordo com as evidências disponíveis, o novo coronavírus teve origem em animais na China, no final do ano passado, não existindo sinais de que tenha sido manipulado ou produzido em laboratório.
«Todas as evidências disponíveis sugerem que é muito provável que o vírus tenha origem animal e não tenha sido manipulado ou produzido em laboratório», disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, numa conferência de imprensa em Genebra.
Chaib acrescentou também que ainda não estava clara a forma como o vírus tinha ultrapassado a barreira das espécies animais, infectando os seres humanos, mas «certamente» havia um intermediário animal. «Provavelmente o seu reservatório ecológico está nos morcegos, agora como é que o vírus passou do morcegos para os seres humanos é uma questão que ainda está para ser analisada e descoberta», disse.
Quando questionada directamente sobre se era possível que o vírus tivesse escapado de um laboratório na China, a responsável não quis responder contudo, o Instituto de Virologia de Wuhan já rejeitou essa hipótese.
Relativamente ao impacto da decisão tomada por Trump, na semana passada, de suspender o financiamento à OMS, no meio da pandemia da Covid-19, Chaib disse: «Ainda estamos a avaliar a situação sobre o anúncio do presidente Trump», garantindo que vão continuar «a trabalhar com os nossos parceiros para preencher quaisquer lacunas».
«É muito importante continuar o que estamos a fazer não apenas pela Covid, mas por muitos, muitos, muitos outros programas de saúde», acrescentou ela, referindo-se à acção contra a poliomielite, o VIH, a malária, entre outras doenças.
A responsável disse ainda que a OMS obteve um financiamento de 81% nos próximos dois anos, referindo-se ao seu orçamento bienal de 4,8 mil milhões de dólares. Os Estados Unidos são o país que mais doações faz à agência sediada em Genebra. A Fundação Gates e o Reino Unido são outros dos parceiros.
Recorde-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse, na semana passada, que o seu governo estava a tentar determinar se o vírus tinha escapado de um laboratório na cidade de Wuhan, no centro da China, onde a pandemia de coronavírus surgiu em Dezembro.






