ANA admite preocupação com mudanças esperadas na aviação em época alta

A ANA – Aeroportos de Portugal admite estar preocupada com a altura, época alta, em que a aviação vai ser confrontada com alterações no serviço de ‘handling’ e controlo de fronteiras, juntando-se à apreensão manifestada pelo setor da hotelaria.

Executive Digest com Lusa

A ANA – Aeroportos de Portugal admite estar preocupada com a altura, época alta, em que a aviação vai ser confrontada com alterações no serviço de ‘handling’ e controlo de fronteiras, juntando-se à apreensão manifestada pelo setor da hotelaria.

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“Estamos preocupados. Ao mesmo tempo, estamos a fazer aquilo que temos que fazer para estarmos preparados”, disse o administrador da gestora dos aeroportos nacionais, Francisco Pita, à Lusa quando confrontado com as preocupações manifestadas pelo presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).


Na quarta-feira, o presidente da AHP, Bernardo Trindade, disse, no discurso de abertura do 35.º Congresso Nacional AHP, que termina hoje no Porto, estar muito preocupado com a época alta do turismo em Portugal.


“Estamos muito preocupados com o fim da moratória do Entry Exit System [EES] a 31 de março. Sabemos do esforço que o Governo tem feito para ajudar com a mobilização de agentes da GNR a juntar ao quadro permanente de agentes nos aeroportos. Sabemos do esforço que a ANA tem feito para arranjar espaço para mais boxes, mas o desafio é gigante”, disse Bernardo Trindade.


Em 30 de dezembro de 2025, e após muitos constrangimentos no controlo de fronteiras no aeroporto em Lisboa, que levaram a filas de horas, o Governo decidiu suspender durante três meses a aplicação do sistema informático EES e aumentar em cerca de 30% a capacidade de equipamentos eletrónicos e físicos de controlo das fronteiras externas no aeroporto Humberto Delgado.

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Atualmente, Francisco Pita diz que trabalham para que os constrangimentos não se repitam.


“Estamos a trabalhar com o Governo, com a polícia, a preparar tudo para conseguir entregar o melhor serviço possível com as melhores condições possíveis a quem tem que prestar o serviço, atendendo àquilo que é a legislação europeia”, disse Francisco Pita à Lusa, à margem do congresso.


Ainda assim, o responsável da ANA admite que era preferível haver “um dilatar daquilo que são as metas do entrar em funcionamento” do EES.


“Aliás, a indústria toda já se pronunciou sobre isso”, disse, fazendo alusão ao alerta que aeroportos e companhias aéreas europeias voltaram a fazer esta semana sobre o risco de perturbações no tráfego aéreo nos meses de verão devido à implementação do novo sistema de entradas e saídas no Espaço Schengen e apelando para mudanças imediatas.


O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI Europe), a Airlines for Europe (A4E) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) indicaram, num comunicado conjunto, que sem medidas imediatas para proporcionar flexibilidade suficiente, são previsíveis graves perturbações durante os meses de maior movimento.

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Os organismos alertam para a possibilidade de filas que podem vir a atingir quatro horas ou mais, caso não sejam tomadas medidas de forma imediata. 


As três organizações afirmaram ter enviado uma carta a Magnus Brunner, Comissário Europeu para os Assuntos Internos e Migração, alertando para tempos de espera excessivos, já observados no estado em que se encontra o novo sistema de entrada e saídas de aeroportos.


“Isto não é só em Portugal que não está a correr bem. Esta carta que a IATA, a ACI a A4E enviaram têm evidências de que, de facto, os tempos de controlo de fronteira aumentaram significativamente em toda em toda a Europa no período baixo e, portanto, obviamente que isto causa muitos receios para o período alto”, reforçou.


Acresce que no caso dos aeroportos nacionais vão existir mudanças ao nível do serviço de ‘handling’, assistência em terra a passageiros e bagagens nos aeroportos, após a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ter atribuído ao consórcio Clece/South — que reúne a espanhola Clece, empresa de serviços gerais, e a South Europe Ground Services – a licença para a prestação de serviços de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro por um período de sete anos.


Para assegurar a continuidade do serviço, o Governo prorrogou as licenças em vigor até 19 de maio de 2026 e a AHP. Uma má altura para mudanças, alertou na quarta-feira a AHP e que o administrador da ANA concorda.

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“Em relação ao tema do ‘handling’, a mudança de uma licença de um operador para outra só por si não é um fator de preocupação. A nossa preocupação é que a data em que vai ocorrer, 19 de maio é verão. Estamos preocupados, principalmente, por isto ocorrer na época alta, o que nos põe um esforço adicional. Não é a melhor altura, era preferível época baixa”, concluiu.



MSF (PSP/ALN/SCR) // JNM

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