Treze pessoas foram realocadas pelo município de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, após as suas habitações terem sofrido danos na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho, no dia 28 de janeiro.
A Câmara Municipal de Vila de Rei prolongou o Plano Municipal de Emergência até sexta-feira devido às condições meteorológicas adversas que se esperam para o concelho.
“Ao dia de hoje [quinta-feira], encontram-se 13 pessoas realocadas pelos serviços do município, na sua rede familiar/vizinhança ou em IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social]”, informou a autarquia no balanço dos trabalhos em curso no terreno, na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin no concelho de Vila de Rei.
Entre as principais ocorrências registadas destaca-se a queda de árvores e ramos, postes e cabos elétricos, obstruções de vias públicas, danos em coberturas e outras estruturas, bem como falhas no fornecimento de energia elétrica e perturbações nas comunicações.
O município alertou ainda para o risco de deslizamentos de terras e pediu aos munícipes que contactem a Proteção Civil sempre que sejam detetados sinais como fendas no solo, inclinação de muros, árvores ou postes, movimentos de terras ou pedras, deformações nas estradas ou água barrenta a emergir do terreno.
O fornecimento de energia elétrica foi já restabelecido nas localidades de Silveira, Fernandaires, Pendal, Pisão e Centro Geodésico, este último com recurso a um gerador.
Persistem ainda constrangimentos nas zonas de Sesmarias, Vilar do Ruivo, Cabeça do Poço e Ribeira.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













