Efeito Covid-19 nas empresas: constituições caem 48% em Março

As constituições de empresas no mês de Março, quando surgiram os primeiros casos de Covid-19 em Portugal, passaram de 4.457, no mesmo período, para 2.319 este ano.

Executive Digest

As constituições de empresas no mês de Março passaram de 4.457, no mesmo período, para 2.319, numa altura em que surgiram os primeiros casos de Covid-19 em Portugal. Ou seja, menos 2.138 empresas em termos homólogos (-48%), segundo dados da Iberinform.

Em termos acumulados, verifica-se uma diminuição face a 2018 (11,4%) e 2019 (25,7%). No primeiro trimestre deste ano foram constituídas 11.898 empresas, menos 4.118 que em 2019.

O número mais significativo de novas constituições regista-se em Lisboa com 3.925 empresas (decréscimo de 22,3%), seguindo-se o Porto com 2.154 empresas (-25,9%).

Embora todos os distritos apresentem diminuições, as mais significativas registaram-se em Évora (42,9%), Aveiro (40,6%), Angra do Heroísmo (38%), Leiria (35,9%), Bragança (34,1%), Viseu (30,7%), Braga (30%), Madeira (29,9%), Guarda (29,5%), Coimbra (-8,4%), Beja (28,1%), Vila Real (27,6%), Castelo Branco (25,9%), Setúbal (25,9%), Viana do Castelo (25,4%), Santarém (24,1%) e Faro (21,4%).

À excepção do sector de Electricidade, Gás e Água, que viu o número de constituições aumentar 18,5%, todos os outros registam decréscimos. As quebras mais significativas verificam-se na Indústria Extrativa (76,5%), Indústria Transformadora (33,7%), Comércio por Grosso (31,3%), Construções e Obras Públicas (30,4%), Comércio a Retalho (28,6%), Comércio de Veículos (27%), Telecomunicações (26,5%), Hotelaria/Restauração e Outros Serviços (ambos com um decréscimo de 25,9%) e Agricultura, Caça e Pesca (24%).

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Insolvências a subir

O terceiro mês do ano registou uma diminuição de 15,7% das insolvências em Portugal: 391 empresas insolventes, menos 73 que no período homólogo de 2019.

«Apesar do agravamento dos negócios em Março, a queda registada é explicada, em parte, pela suspensão dos prazos estabelecida no âmbito da situação de emergência em Portugal. Considerando os dados de Janeiro e Fevereiro, o seu valor acumulado apresenta um incremento de 11,5% face ao ano passado, com mais 149 acções de insolvências», justifica a Iberinform.

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Até ao final de Março, acrescenta, as declarações de insolvências requeridas aumentaram 5,1% face ao ano passado. Já as insolvências pedidas pelas próprias empresas evoluíram de 274 para um total de 359, o que traduz um acréscimo de 31%.

Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 54,5% face ao ano passado evoluindo de 11 para 17.  O total de novas acções face a 2019 traduz o incremente trimestral registado.

Lisboa e o Porto são os distritos que apresentam o valor de insolvências mais elevados: 294 e 357 respectivamente. Comparando com 2019, regista-se um aumento de 7,7% em Lisboa e de 7,9% no Porto.

Até Março, os decréscimos mais acentuados nas insolvências registaram-se na Horta (50%), Coimbra (33,3%), Setúbal (14,9%), Beja (11,1%), Guarda (11,1%), Vila Real (11,1%), Ponta Delgada (10%) e Madeira (2,8%). Os aumentos face ao ano passado verificaram-se em Angra do Heroísmo (150%), Portalegre (100%), Castelo Branco (80%), Bragança (66,7%), Faro (38,8%), Évora (30%), Viana do Castelo (25%), Aveiro (24,3%), Santarém (22,4%), Braga (22%), Leiria (15,4%) e Viseu (13,8%).

Já os sectores com os maiores aumentos nas insolvências foram a Eletricidade, Gás, Água (200%), Indústria Extrativa (100%), Agricultura, Caça e Pesca (63,2%), Hotelaria e Restauração (23,2%), Outros Serviços (23,2%), Comércio a Retalho (20,1%), Comércio por Grosso (14%), Indústria Transformadora (9,7%) e Transportes (1,5%).

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Apenas três sectores apresentam decréscimos neste período: Telecomunicações (50%), Construções e Obras Públicas (11%) e Comércio de Veículos (4,4%).

*Notícia actualizada às 11:27

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