Imagens revelam o maior exercício naval dos EUA e aliados junto à China

A operação, denominada Exercício Anual, contou com a participação de forças navais e aéreas dos EUA, Austrália, Canadá, França, Japão e Nova Zelândia, e teve como principal objetivo reforçar a dissuasão face às atividades regionais de Pequim

Executive Digest

Os Estados Unidos realizaram esta semana um vasto exercício militar no Mar das Filipinas, em cooperação com aliados do Pacífico e da NATO, numa demonstração de força dirigida à China.

A operação, denominada Exercício Anual, contou com a participação de forças navais e aéreas dos EUA, Austrália, Canadá, França, Japão e Nova Zelândia, e teve como principal objetivo reforçar a dissuasão face às atividades regionais de Pequim.



Segundo informações divulgadas pela 7ª Frota dos EUA, o exercício — que envolveu cerca de 20 embarcações e 20 aeronaves — centrou-se em operações de guerra aérea e antissubmarino, comunicações marítimas e reabastecimento em alto-mar. As manobras incluíram os caças furtivos F-35B e F-35C, o contratorpedeiro ‘USS Shoup’, o cruzador ‘USS Robert Smalls’ e um submarino americano.

Aliança reforçada contra a influência chinesa

De acordo com a Marinha dos EUA, o Exercício Anual teve como meta “refinar a interoperabilidade de combate” e fortalecer a prontidão das forças conjuntas, no contexto de uma estratégia comum que visa garantir um Indo-Pacífico livre e aberto. A Força de Autodefesa Marítima do Japão acrescentou que o país “mantém a prontidão e contribui para a paz e a estabilidade da região, em cooperação com marinhas aliadas e com ideias semelhantes”.

As manobras ocorrem num momento de crescente tensão no Pacífico Ocidental, onde a China tem aumentado a sua presença militar nas proximidades do Japão, Taiwan e Filipinas. Washington vê estes movimentos como tentativas de alterar o status quo regional, enquanto Pequim acusa os EUA e os seus aliados de promoverem uma “política de blocos” que ameaça a estabilidade.

Exercícios paralelos no Mar da China Oriental

Paralelamente, a Índia e o Japão — ambos membros do Diálogo de Segurança Quadrilateral (Quad), juntamente com os EUA e a Austrália — realizaram um exercício bilateral no Mar da China Oriental. A operação, apoiada pelas forças terrestres e aéreas japonesas, incluiu manobras antissubmarino e antiaéreas.

A Força de Autodefesa Marítima do Japão destacou que este tipo de cooperação visa aprofundar a Parceria Estratégica e Global Especial entre Tóquio e Nova Deli, reforçando a segurança regional face a potenciais ameaças.

Os exercícios ocorrem enquanto a China continua a expandir o seu poderio militar e a reivindicar soberania sobre Taiwan, o Mar da China Meridional e as ilhas Senkaku, administradas pelo Japão. Em resposta, os EUA têm multiplicado as iniciativas conjuntas com parceiros regionais e membros da NATO para demonstrar capacidade de resposta e unidade estratégica.

Segundo a 7ª Frota, as manobras no Pacífico deverão continuar nos próximos meses, com o objetivo de “sinalizar a determinação coletiva em defender a estabilidade e a segurança regionais”.

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