O processo eleitoral para a escolha do próximo reitor da Universidade Nova de Lisboa está a gerar controvérsia e a atrair atenções devido à presença, entre os candidatos, de Élvira Fortunato, antiga ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no governo de António Costa.
Ao todo, são cinco os concorrentes ao lugar atualmente ocupado por João Sàágua. Além de Élvira Fortunato, a corrida inclui João Amaro de Matos, atual vice-reitor e considerado o principal adversário da ex-governante, bem como Duilia de Mello, José Júlio Alferes e Paulo Pereira.
O processo eleitoral tinha sido inicialmente interrompido a 24 de junho, após a interposição de uma ação judicial e de uma providência cautelar relacionadas com a rejeição de uma candidatura. Em causa estava a inscrição do professor auxiliar Pedro Maló, cuja candidatura foi recusada por não cumprir os requisitos previstos no regulamento eleitoral, que estipula que apenas professores catedráticos podem concorrer ao cargo.
Segundo o Nascer do Sol, Pedro Maló contestou esta decisão, argumentando contra a limitação imposta, mas a norma encontra-se consagrada nos estatutos da instituição.
Após a suspensão, a Universidade Nova de Lisboa reprogramou o ato eleitoral, que está agora agendado para 16 de setembro. Será nessa data que a comunidade académica decidirá quem sucederá a João Sàágua na liderança da instituição.
A disputa entre Élvira Fortunato, que já ocupou um dos cargos mais relevantes no ensino superior em Portugal, e João Amaro de Matos, figura de peso na atual reitoria, promete marcar uma das eleições mais observadas no meio universitário nos últimos anos.







