A nova companhia aérea Alitalia, a que nascerá após a nacionalização da companhia de bandeira, terá representantes dos trabalhadores no Conselho de Administração e uma frota composta por um quarto das aeronaves que detém, avança a agência Efe.
Os sindicatos e o governo reuniram ontem, segunda-feira, à luz da situação de emergência devido ao coronavírus em que a Itália está mergulhada, mas para discutir qual será o futuro da companhia aérea, em falência desde maio de 2017.
Entre os assuntos tratados, destacou-se a inclusão dos representantes dos 11 mil trabalhadores que integram a atual no futuro Conselho de Administração.
As outras medidas discutidas passam por reduzir a dimensão da Alitalia, ou seja, passar a contar apenas com 25 e 30 aeronaves, um quarto das que possui atualmente esta empresa que não realiza lucros desde 2002. Este número de aviões equivale aos que operam agora no repatriamento dos italianos que estão noutros países, bem como no transporte de fornecimentos médicos da China, tão necessários nesta emergência de coronavírus, que causou mais de 6 mil mortes em Itália. .
A intenção do governo italiano é que a Alitalia, atualmente gerida pela Emihad Etihad, que detém 49% e pela holding Midco. que assume 51%, seja nacionalizada nas próximas semanas, graças a um plano de auxílio de 500 milhões de euros.
Recorde-se que o governo italiano decretou um auxílio até 25 mil milhões de euros para aliviar os efeitos negativos do coronavírus na economia do país.













