Numa ida ao supermercado, David Finkel percebeu que algo estava diferente. O autor de “The Freedom Formula: How to Succeed in Business Without Sacrificing Your Family, Health, or Life” encontrou prateleiras vazias e um ambiente pesado e de nervosismo. Esta mudança fez com que começasse a pensar naquilo que o novo coronavírus significa para as empresas, especialmente para os pequenos e médios negócios.
Também business coach, David Finkel decidiu reunir as cinco perguntas que todos os líderes, gestores de empresas e empreendedores devem fazer para perceber de que forma os respectivos negócios serão impactados. Num artigo publicado na Inc, o especialista sugere que se faça uma pausa para responder a estas questões:
1 – Se a minha economia sofrer um golpe grave, como é que isso impactará os meus clientes?
David Finkel sublinha que esta pergunta deve estar relacionada com a economia de cada gestor (a “minha” economia), uma vez que este conceito pode variar de empresa para empresa: se há organizações que vendem somente localmente, outras há que apontam a todo o mundo. Por isso, primeiro que tudo, é importante perceber quais os efeitos da pandemia nas economias em que o negócio está presente.
O passo seguinte é identificar as medidas sociais que estão a ser implementadas em cada uma destas economias e compreender a forma como afectarão os clientes. Poderão sair de casa? Viajar?
2 – Sabendo o impacto nos clientes, como e quando irá afectar aquilo que me compram?
Agora que os empresários já sabem de que modo os seus clientes são afectados pelas medidas implementadas pelo Governo, está na altura de perceber como é que esse impacto se estende ao negócio. Será boa ideia fazer uma antecipação dos padrões de compra para os próximos seis a 12 meses.
«Embora não consiga controlar o mundo lá fora, o seu trabalho enquanto líder do seu negócio é antecipar e estar um passo à frente da situação para ajudar a companhia a crescer», afirma o business coach;
3 – Como poso tomar medidas hoje para melhor posicionar a minha empresa para servir os meus clientes da melhor e mais lucrativa forma?
Uma empresa que tenha, habitualmente, uma agenda muito preenchida que obrigue a listas de espera longas poderá, agora, aproveitar para entrar em contacto com todas as pessoas que não conseguiram ainda uma vaga, por exemplo. Desta fora, consegue atrair e manter clientes, criando desde já uma relação mais próxima e cuidada;
4 – Que passos posso dar hoje para mitigar os riscos decorrentes do coronavírus?
David Finkel considera que a melhor estratégia possível é fazer perguntas, pensar em cenários hipotéticos e explorar todas as opções e resultados possíveis desta crise. Desta forma, as empresas poderão estar preparadas para começar já hoje a reduzir dos efeitos da pandemia.
É preciso reduzir despesas que não sejam essenciais ou expandir a linha de crédito? É melhor procurar novos clientes para equilibrar os riscos que um dos principais clientes actuais enfrenta? Será boa ideia adiar o desenvolvimento de novos produtos e serviços até que o mercado acalme?
5 – Que grandes oportunidades existem para mim e para a minha empresa decorrentes desta situação?
Por fim, quais serão as oportunidades que nascem da crise? Na recessão de 2008, por exemplo, muitos negócios foram esmagados pela crise económica, mas muitos outros foram criados ou aumentados. Algumas empresas compraram rivais, outras recrutaram talento. Haverá sempre um lado positivo a explorar.










