Na conferência desta sexta-feira, para divulgação do boletim diário, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, avançou que será lançada, esta sexta-feira, uma norma sobre a entrada de pessoas em território português, na sequência da pandemia de Covid-19.
Quem entra em Portugal tem de ficar em isolamento 14 dias”, anunciou Graça Freitas, acrescentando que é obrigatório o isolamento de pessoas doentes, reforçou Graça Freitas, apelando aos lares que se organizem, para a eventualidade de um utente apresentar sintomas de coronavírus.
Graça Freitas deixou alguns apelos. Recordando que é obrigatório o isolamento de pessoas doentes, a quem as autoridades de saúde disseram para ficar em casa, reforçou que não é uma situação facultativa, já que estas pessoas “são uma ameaça para a sociedade”.
A responsável pediu a essas instuições que se organizem para que, em caso de terem utentes com sintomas, estes possam ser isolados dentro das instalações para assim evitar a propagação. Apesar de não estarem proibidos de receber novos utentes, mesmo sem realizarem testes a estes utentes, têm de os colocar em isolamento, durante 14 dias.
Outro dos apelos foi, uma vez mais, aos mais vulneráveis: “reforço o apelo a alguns dos que estão em maior vulnerabilidade, os idosos e os doentes, como é o caso dos hipertensos, diabéticos e oncológicos. Ainda que não signifique que alguns destes possa adoecer e ficar mal. pode não acontecer”, sublinhou a diretora da DGS.
António Sales, secretário de Estado da Saúde ressalva que o estado de emergia, que se traduz numa fase de combate e de guerra, “cada vez mais, esta guerra, trava-se na prevenção, com medidas apertadas de contenção” mas também na resposta do sistema de saúde nas novas fases da doença.
Do funcionamento do circuito, destacou o desempenho da Linha de Apoio Médico que registou 4150 chamdas, um número recorde, suportado por 40 mil médicos. Aliás, este circuito para quem precisa de apoio (SNS 24 – a porta de entrada -, depois Linha de Apoio Médico e reecaminhamento para os hospitais ou para ficar em casa) tem-se traduzido “no grande sucesso deste combate, permitindo que a evolução da situação esteja a ser controlada”, reforça o responsável.
Apesar dos tempos de resposta ainda não serem as ideais, admite António Sales, está a ser feito um esforço para continuar a ser melhorado.
A Direção-Geral da Saúde confirmou que há 6 mortos e 1020 casos de infetados com o coronavírus em Portugal (mais 235 novos casos em 24 horas). Os dados foram divulgados no último boletim, divulgado esta sexta-feira. Foi ainda confirmado que 850 aguardam resultados das análises laboratoriais e se encontram-se 9008 pessoas sob vigilância e outras 126 pessoas internadas nos hospitais portugueses, 26 dos quais nos cuidados intensivos.










