Israel vai passar a controlar os telemóveis dos seus cidadãos para combater a disseminação da Covid-19.
Para o Governo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, a invasão de privacidade justiça-se por razões de saúde pública. «A ameaça que enfrentamos tem mais peso do que as preocupações daqueles que se incomodam com a monitorização cibernética», sustentou em declarações à “Radio Israel”, citadas pela agência “Reuters”.
A associação dos direitos civis de Israel não tem o mesmo entendimento. «É um precedente perigoso e um terreno pantanoso», considera.
A concretizar-se, esta medida permitirá às autoridades controlar os movimentos das pessoas infectadas com o novo coronavírus e, ao mesmo tempo, alertar todos aqueles que estiveram próximos. Este tipo de monitorização necessita, habitualmente, de aprovação do Parlamento israelita, mas o primeiro-ministro contornou essa necessidade através da aprovação unânime pelo Conselho de Ministros para a incluir nos regulamentos de emergência.
O Governo garante, no entanto, que os dados recolhidos pelos serviços secretos internos servirão apenas para conter a epidemia e que, no futuro, serão apagados.
Há, neste momento, mais de 300 casos confirmados de infecção por Covid-19 em Israel.












