Os Estados Unidos da América anunciaram uma nova subida nas tarifas sobre produtos chineses, elevando-as para uns impressionantes 145%, avança a CNBC. Esta medida representa a mais agressiva escalada comercial sob a administração do Presidente Donald Trump no seu segundo mandato, e promete marcar (mais um) novo capítulo na ‘novela’ das tarifas e consequentes retaliações.
O aumento agora decretado segue-se a anteriores subidas, que já tinham levado as tarifas de 104% para 125%, intensificando ainda mais a pressão sobre Pequim. Em resposta, a China anunciou uma retaliação, elevando as suas próprias tarifas sobre produtos norte-americanos de 34% para 84%, de acordo com informações da Reuters.
O Presidente dos EUA Donald Trump defendeu esta decisão através de uma publicação na rede social Truth Social, onde afirmou que “a era em que a China beneficiava de acesso ao mercado dos EUA sem consequências terminou”. A Casa Branca justificou o endurecimento das tarifas como parte de um esforço mais amplo para repatriar a produção industrial para solo americano, proteger a segurança nacional e forçar a obtenção de termos comerciais mais favoráveis.
O novo escalão tarifário de 145% deverá, na prática, bloquear grande parte das importações chinesas em diversas categorias, prevendo-se efeitos em cadeia nas cadeias de abastecimento globais.
Apesar da firmeza demonstrada em relação à China, a administração Trump adotou uma postura mais estratégica no que respeita aos aliados. O Presidente norte-americano anunciou uma moratória de 90 dias na aplicação de novas tarifas para países que não tenham retaliado contra os Estados Unidos, numa tentativa de consolidar alianças comerciais e evitar conflitos adicionais.
Também esta quinta-feira, a União Europeia acordou em suspender, durante 90 dias, a imposição de tarifas retaliatórias contra os EUA, que deveriam entrar em vigor no próximo dia 15 de abril, segundo noticiou a Reuters.
Um ambiente de tensão crescente
As autoridades norte-americanas afirmaram que a subida das tarifas visa corrigir “décadas de práticas comerciais desleais” por parte da China. Washington acusou ainda Pequim de demonstrar “falta de respeito” ao responder de forma simétrica às tarifas anteriores impostas pelos EUA.
O cenário comercial entre Washington e Pequim, já tenso desde há vários anos, conhece agora um novo pico de hostilidade, com possíveis implicações para a economia mundial, num contexto em que cadeias de produção e fornecimento se encontram ainda fragilizadas por disrupções recentes.













