A Aliança Global CEMS conclui, no seu mais recente relatório, que as competências humanas avançadas serão decisivas para o sucesso profissional e para uma liderança responsável num contexto cada vez mais marcado pela Inteligência Artificial (IA).
No estudo Augmented Leadership: Navigating the New Age of Intelligence, a aliança — que junta 33 das melhores Universidades e Escolas de Gestão do mundo, e da qual a Nova SBE é membro e único representante de Portugal — destaca que, apesar do potencial da IA generativa para aumentar a produtividade e estimular a criatividade, a sua utilização acrítica pode comprometer capacidades-chave valorizadas pelas organizações, como o pensamento crítico, a autonomia intelectual e a tomada de decisão ética.
A análise, que inclui contributos de especialistas e parceiros multinacionais ligados ao programa CEMS Master in International Management, sublinha que o verdadeiro risco não reside na substituição do ser humano pela tecnologia, mas sim na tendência para delegar o pensamento e a decisão. Neste sentido, os líderes do futuro serão aqueles que encaram a IA como um aliado — e não como um substituto — e que sabem questionar o seu uso.
Entre as principais competências identificadas pelo relatório estão a capacidade de estruturar o raciocínio antes de recorrer à tecnologia, manter uma curiosidade ativa, avaliar decisões de forma ética e utilizar ferramentas digitais de forma crítica e informada. A estas junta-se a importância de tomar decisões com profundidade humana, valorizando a empatia, a comunicação e a criatividade.
“Num momento em que a IA está a redefinir profundamente o contexto empresarial, este relatório reforça uma convicção que partilhamos na Nova SBE: o futuro não pertence a quem domina apenas a tecnologia, mas sobretudo a quem a questiona, a quem pensa melhor com ela e a quem mantém a capacidade humana de criar valor através da curiosidade, do pensamento crítico e das relações”, afirma Lénia Mestrinho (Diretora Executiva do Digital Data Design Institute at Nova SBE and NOVA Medical School) acrescentando ‘a tecnologia pode acelerar o nosso potencial — mas só a nossa consciência e discernimento garantem que a usamos para avançar com propósito’.
Nicole de Fontaines (Diretora Executiva da Aliança Global CEMS), defende que a IA, quando usada com responsabilidade, ‘pode amplificar o potencial humano, potenciar a criatividade e desbloquear novas possibilidades para líderes, educadores e jovens profissionais’. Contudo, alerta para os perigos da utilização acrítica da tecnologia que pode conduzir ao distanciamento, à perda de confiança ou diminuição de propósito concluindo ‘É precisamente por isso que a Aliança CEMS ajustou o perfil do graduado do Mestrado em Management Internacional CEMS: para garantir que os graduados desenvolvem não só fluência digital e curiosidade, mas também sentido ético, autoliderança e profundidade humana, qualidades essenciais para navegar de forma responsável pelas tecnologias e manter o pensamento humano de elevada qualidade no centro da liderança’.O relatório conclui que, numa era em que a IA está cada vez mais integrada nas organizações, a vantagem competitiva passará menos pelo domínio tecnológico e mais pela capacidade de pensar antes de agir — e de liderar com consciência.




