O índice PSI terminou o mês de março de 2025 com uma valorização de 1%, alcançando os 6.865,6 pontos. Este aumento ocorre em um contexto de fortes quedas nos mercados europeu e norte-americano, destacando-se como o terceiro mês consecutivo de crescimento para o PSI.
Em comparação com o último trimestre de 2024, caracterizado por quedas sucessivas, a evolução do índice é significativa, especialmente considerando a redução de 4,6% do mercado global, revela a análise da Maxyield.
Durante o mês de março, o PSI apresentou uma variação mensal considerável, com destaque para a Mota-Engil, que subiu 13,7%, e a EDP Renováveis, que sofreu uma queda de 10,2%. No total, 11 sociedades cotadas no PSI registaram aumento de valor, enquanto 4 sofreram perdas. Entre as empresas com valorização destacam-se ainda a REN (12,3%), os CTT (7,5%) e a Sonae SGPS (4,7%).
A volatilidade marcou a segunda quinzena de março, impactada pelo comportamento negativo dos mercados internacionais. A faixa de variação do PSI manteve-se entre 6.300 e 7.750 pontos, uma amplitude observada nos últimos 10 anos, com o índice a posicionar-se no ponto médio dessa faixa. O movimento de valorização do PSI está alinhado com as estimativas dos analistas, que apontam para um potencial de valorização com base nos fundamentais das empresas cotadas.
Em termos de evolução anual, o PSI registou uma valorização de 7,7% desde o início do ano, com um desempenho positivo nas primeiras semanas de março, mas também refletindo uma elevada volatilidade. A banda de variação anual foi ampla, variando entre um crescimento de 38,5% dos CTT e uma queda de 23,2% da EDP Renováveis. As empresas que apresentaram variação anual positiva incluem o BCP (19,9%), a Ibersol (16,8%) e a Mota-Engil (16,7%).
A comparação homóloga, que analisa a evolução do índice em março de 2025 em relação ao mesmo mês de 2024, revelou uma subida de 9,3%, com a mesma amplitude de variação. Os CTT destacam-se com um crescimento de 81,1%, seguidos pelo BCP e Ibersol. Por outro lado, as empresas que registaram quedas significativas no período incluem a EDP Renováveis, com uma desvalorização de 38,5%, e a Mota-Engil, com uma queda de 29,4%.
No segmento do PSI Geral, que inclui 17 sociedades cotadas no “2º mercado” da bolsa portuguesa, o índice registou uma diminuição mensal de 0,8%, mas um crescimento anual de 2,8%. Entre as empresas com destaque, a Sonaecom apresentou uma diminuição mensal, enquanto a Nova Base registou um aumento anual robusto. A Martifer, Ramada e Média Capital também se destacaram com desempenho positivo anual.














