Investigações à lavagem de dinheiro triplicam para números históricos: fraudes online são responsáveis pelo aumento

Em destaque, o branqueamento de capitais, que fez crescer 18% em 2024 face ao ano anterior: seguem-se insolvência dolosa (33%) e a fraude e desvio de subsídio (32%)

Revista de Imprensa

As investigações dos crimes de branqueamento de capitais mais do que triplicaram nos últimos seis anos: de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), foram abertos 1.844 inquéritos em 2024, um número bastante superior aos 522 contabilizados em 2019, referiu o jornal ‘Público’, que destacou as fraudes online com o principal catalisador deste género de crime.

“O ano de 2024 veio confirmar tendências, já identificadas em anos anteriores, nomeadamente no crescimento [dos crimes] praticados em meio informático, tipos penais precedentes do branqueamento, através da utilização de diferentes modus operandi por organizações criminosas, tais como fraude com supostas aquisições de criptomoeda; fraude de investimento, entre outros”, referiu o documento.

Em destaque, o branqueamento de capitais, que fez crescer 18% em 2024 face ao ano anterior: seguem-se insolvência dolosa (33%) e a fraude e desvio de subsídio (32%) – no sentido oposto, a corrupção ativa no desporto caiu 75%, a prevaricação de titular de cargo político (27%) e corrupção ativa no setor privado (25%).

Tal como as investigações, também subiram, em proporção maior, as acusações: em 2019, houve 18 inquéritos por lavagem de dinheiro que terminaram em acusação; no ano passado, houve 101 acusações, um número cinco vezes superior.

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