Recorde histórico: Emissões de dióxido de carbono caem para mínimos de 30 anos

Europa, EUA, Coreia do Sul e Japão começaram a virar as costas ao carvão. Os especialistas em clima, afirmam, no entanto, que ainda não é suficiente. China mantém-se fora do jogo pela sustentabilidade climática.

Executive Digest

A taxa de emissões de dióxido de carbono desceu 2% no sector da energia. A notícia é da Agência Internacional EMBER, especialista no estudo de politicas sustentáveis, no ramo da electricidade e que lançou o seu relatório, relativo ao ano de 2019.

A razão desta queda está no facto de a electricidade, gerada a carvão, ter sofrido uma queda de 3%, no ano passado.

A queda da energia movida a carvão no ano passado foi a maior desde 1990, altura em que a EMBER começou a divulgar estes números, tendo sido, em grande parte impulsionada pela mudança na utilização de fontes renováveis no mundo (cerca de 4%) o que levou à corrida pelos preços mais competitivos do gás, por parte dos EUA.

Os resultados saltam à vista: nos EUA consumiu-se menos 16 por cento de electricidade, alimentada a carvão e na Europa menos 24 por cento. Até mesmo a Coreia do Sul e Japão, devido ao reinvestimento em energia nuclear conseguiu diminuir o consumo de carvão, ainda que em números bem menores.

Só a China decidiu “não dar a mão” aos seus parceiros, grandes consumidores de energia a carvão, tendo aumentado 2% do seu uso, tornando-se responsável por metade da energia produzida a partir deste mineral, no mundo.

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Já a energia eólica e solar aumentou 15% em todo o mundo em 2019, gerando 8% da eletricidade global.

A UE sai do ano passado com 18% da electricidade oriunda da energia eólica e solar, deixando os EUA para trás com 11%, e a China e Índia apenas com 9% e 8%, respectivamente.

E as boas notícias não ficam por aqui, segundo a Agência Internacional Carbon Brief, no terceiro semestre do ano passado a electricidade gerada por energias renováveis, no globo, ultrapassou as oriundas de combustíveis fósseis

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No entanto, não se deixe já descansar, pois como lembra o analista da EMBER, Dave Jones, tais atuações ainda não são suficientes, para que possamos viver num cenário climático “normal”, onde o aquecimento global não supere 1,5C.

Assim, como lembra o especialista, é necessário que na próxima década os países se esforcem,  para que na próxima década haja uma descida de 11% por ano no consumo do carvão, no sector energético.

Por outro lado, o analista refere que é necessário aumentar ainda mais o consumo de energias renováveis, cumprindo assim o Acordo de Paris, celebrado em 2015, nas Nações Unidas.

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