Especialistas acreditam que o novo coronavírus pode ter vindo para ficar, tornando-se parte permanente da lista de vírus respiratórios, como gripes e constipações. «(o coronavírus) Vai ficar connosco durante algum tempo – é endémico nas populações humanas e não vai desaparecer sem a vacina», indica Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas do Centro de Segurança em Saúde, Johns Hopkins, citado pelo ‘Business Insider’.
O vírus causa uma doença chamada COVID-19, essencialmente caracterizada por febre, tosse e, ocasionalmente, infecções pulmonares graves.
Até ao momento a epidemia já originou mais de 2800 mortes e cerca de 83.719 casos de infectados no mundo inteiro, sendo que mais de 36 mil já recuperaram da doença. Para além da Europa, que nos últimos dias tem vindo a enfrentar um aumento severo dos casos de coronavírus em países como Espanha, Itália, França, Grécia, ou Suíça, também o país asiático da Coreia do Sul, lida com 571 novos casos apenas nas últimas 24 horas.
Apesar do cenário preocupante, tanto o presidente chinês Xi Jinping, como o líder americano Donald Trump, já se manifestaram bastante optimistas, uma vez que se aproxima a primavera e o calor pode impedir a propagação do vírus, tal como acontece com uma gripe sazonal.
Adalja confirma essa afirmação: (o calor) pode diminuir a frequência de transmissão, para que tenhamos tempo para criar uma vacina que esteja pronta quando o vírus voltar a aparecer», diz citado pelo ‘Business Insider’.
Contudo, esse facto não significa que o coronavírus vá desaparecer para sempre, isto porque se o surto viral variar consoante as estações do ano, recuando na primavera e no verão, pode regressar no outono e no inverno, todos os anos, quando o frio também voltar. Como acontece com as gripes.
«Sabemos que os vírus respiratórios são muito sazonais, mas não exclusivamente», disse à CNN William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Vanderbilt . «Esperemos que a primavera ajude o vírus a recuar». Contudo, o especialista ressalva que «não podemos ter a certeza».









