O maior fundo soberano do mundo procura um novo CEO. Mulheres ficam de fora

A Noruega é um dos países onde a igualdade de género é mais visível no geral da sociedade, mas isso não é garantia de que todas as organizações sigam o bom exemplo.

Executive Digest

A Noruega é um dos países onde a igualdade de género é mais visível no geral da sociedade, mas isso não é garantia de que todas as organizações sigam o bom exemplo. O fundo soberano gerido pelo Norges Bank Investment Management está à procura de um novo CEO e não parecem existir mulheres interessadas no cargo.

Segundo a Bloomberg, trata-se do maior fundo soberano do mundo, avaliado em 1,1 milhões de milhões de dólares (cerca de um milhão de milhões de euros). No processo de recrutamento para substituir Yngve Slyngstad no papel de CEO participaram oito homens e nenhuma mulher.

Dos interessados, Trond Grande é apontado como o nome mais provável. O actual deputy chief executive do fundo tem 49 anos vê as suas hipóteses aumentar à medida que a urgência em escolher um novo CEO também cresce. O prazo para submissão de currículos já expirou.

«Notamos que apenas existiram candidaturas de homens para esta posição, mas sublinharíamos que a nossa empresa de recrutamento completou uma pesquisa alargada com ênfase em candidatas mulheres, em linha com os desejos da administração», afirma Jane Aamodt Haughland, líder da administração do banco central norueguês.

O Norges Bank Investment Management já criticou anteriormente a incapacidade de atrair mulheres. Das 12 pessoas que fazem parte do seu quadro de gestão de topo apenas três são do sexo feminino, rácio que contrasta com o cenário político do país, por exemplo: na cadeira de primeiro-ministro senta-se uma mulher, bem como na liderança do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Parlamento.

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