Prestação da casa baixa mais de 100 euros em outubro: saiba quanto vai pagar a menos pelo seu crédito à habitação

Nuno Rico, especialista da DECO PROteste, falou em exclusivo à ‘Executive Digest’ e salientou descida generalizada nas três maturidades dos contratos de crédito habitação

Francisco Laranjeira

Outubro vai ser um mês de um ‘suspiro de alívio’ pronunciado para muitas famílias portuguesas no momento de entregar a prestação ao banco relativa ao crédito habitação, em linha do que tem sucedido nos últimos meses, embora de forma bem mais expressiva: quem tiver o seu contrato revisto no próximo mês, vai sentir uma redução substancial na transferência mensal para a entidade bancária.

Os maiores ‘beneficiários’ desta descida serão os que têm um contrato com Euribor a 12 meses, cuja taxa “baixou dos 3% pela primeira vez desde dezembro de 2022”, revelou Nuno Rico, especialista da DECO PROteste, em exclusivo à ‘Executive Digest’.



“Tudo indica que esta tendência de descida se vai manter nos próximos tempos, pela evolução das taxas”, apontou o especialista, que no entanto salientou o “equilíbrio frágil” da conjuntura internacional que poderá inverter os dados.

“É muito provável que em dezembro possa haver nova mexida das taxas de juro do BCE. No final deste ano, é possível que estejamos a trabalhar em valores na ordem dos 3%, em particular na Euribor a 6 meses, a mais utilizada. E depois, mantendo-se esta conjuntura, poderá estar no final de 2025 entre 2 e 2,5%”, referiu Nuno Rico. “A descida vai continuar, não vai ser tão rápida quanto a subida, mas tem vindo a acontecer paulatinamente, com mais incidência nos últimos dois meses”.

No entanto, pede-se ainda cautela. “A Europa tem dois desafios: por um lado, é verdade que a inflação está a estabilizar, e há um risco de havendo mudanças na conjuntura internacional, com os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, haver perturbações significativas na cadeia de distribuição. Por outro lado, começa a haver abrandamento do ponto de vista económico que poderá levar o BCE a optar por um estímulo da economia através da descida das taxas de juro. Mas tudo dependerá do que se passar até ao final do ano”, concluiu Nuno Rico.

Mas vamos a números:

Tomemos como exemplo um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread (margem comercial do banco) de 1%:

– se o empréstimo tem como indexante a Euribor a 12 meses: a prestação que vai pagar no próximo ano irá descer para 713 euros, menos 106 euros (12,94%) em relação à prestação que pagou nos últimos 12 meses (819 euros). A taxa média registada este mês – dados até ao dia 25 de setembro – foi de 2,966%.

– Já se o indexante for de 6 meses, prepare-se para entregar ao banco 740 euros, uma descida de 7,03% (56 euros) face a abril de 2024, quando a prestação se situava nos 796 euros. A taxa média de setembro fixou-se nos 3,278%.

– por último, se tiver um contrato a 3 meses: a taxa Euribor registou este mês uma média de 3,453% o que significa para o próximo mês uma redução da sua prestação de 3,2%: desce de 780 para 755 euros, menos 25 euros face à prestação de julho último.

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