Coreia do Norte diz que testou lançamento de míssil de curto alcance

A Coreia do Norte disse hoje que testou o lançamento de um novo míssil de cruzeiro de longo alcance e de um míssil balístico de curto alcance equipado com uma ogiva de 4,5 toneladas.

Executive Digest com Lusa

A Coreia do Norte disse hoje que testou o lançamento de um novo míssil de cruzeiro de longo alcance e de um míssil balístico de curto alcance equipado com uma ogiva de 4,5 toneladas.

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“O lançamento do teste teve como objetivo verificar a precisão de atingir um alvo localizado a um alcance médio de 320 quilómetros, bem como o poder explosivo da ogiva de grandes dimensões”, avançou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

O míssil balístico de curto alcance (SRBM, na sigla em inglês), lançado na quarta-feira, foi um Hwasongpho-11Da-4.5, um tipo de projétil testado pelo regime de Pyongyang pela primeira vez a 02 de julho.

A KCNA indicou que a Coreia do Norte “também realizou o teste de lançamento de um míssil de cruzeiro estratégico cujo desempenho foi melhorado para utilização em combate”, sem acrescentar mais detalhes.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, “supervisionou ambos os lançamentos de testes” e “expressou grande satisfação com os resultados”, referiu.

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Kim indicou que “tais testes e a melhoria no desempenho destas armas e dos equipamentos são diretamente ligados à ameaça de forças externas ao ambiente de segurança do Estado” da Coreia do Norte, acrescentou a KCNA.

Na quarta-feira, o Comando Conjunto dos Chefes de Estado-Maior (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul disse ter detetado que o Norte disparou vários mísseis balísticos de curto alcance a partir do norte da capital e que os projéteis voaram para nordeste.

Esta manhã (hora local), o JCS indicou que os mísseis balísticos e de cruzeiro disparados a partir de Pyongyang do Norte devem ter caído na região montanhosa do nordeste da Coreia do Norte.

O Ministério da Defesa do Japão disse ter detetado pelo menos dois lançamentos.

A Coreia do Norte anunciou ter testado, em 12 de setembro, lançadores múltiplos de foguetes de 600 milímetros, descritos pelo regime como capazes de lançar ogivas nucleares táticas.

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No dia seguinte, Pyongyang divulgou imagens de instalações de enriquecimento de urânio, durante uma visita de Kim Jong–un, que pediu um aumento do número de armas nucleares.

Kim “sublinhou a necessidade de aumentar ainda mais o número de centrifugadoras, de forma a aumentar exponencialmente as armas nucleares para autodefesa”, avançou a KCNA.

Foi a primeira vez que Pyongyang divulgou imagens de uma instalação de enriquecimento de urânio desde 2010.

Há duas semanas, a Coreia do Norte retomou a prática de lançar balões com lixo para a Coreia do Sul. Pyongyang já enviou quase cinco mil balões para o Sul desde maio.

Desde 2022 que a Coreia do Norte tem acelerado de forma significativa os testes de armas.

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Especialistas têm apontado uma ligação com o alegado fornecimento pela Coreia do Norte de munições e mísseis à Rússia contra a Ucrânia, um acusação do Ocidente que o regime de Pyongyang tem negado.

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