Furacão Isabel dos Santos já atingiu Efacec, Eurobic, Nos e Galp

Efacec é a mais recente empresa a sentir os efeitos do caso Luanda Leaks, mas a lista não fica por aqui.

Executive Digest

Efacec é a mais recente empresa a sentir os efeitos do caso Luanda Leaks. Isabel dos Santos, que detém 57,2% da companhia, colocou à venda a sua participação. Segundo comunicado do Conselho de Administração da Efacec, a decisão da empresária angolana tem efeito definitivos.

Já foram nomeados assessores para avançar com o pedido de saída de Isabel dos Santos e a Efacec garante que não existe motivo para alarme. No mesmo comunicado, deixa “uma palavra de tranquilidade e confiança a todos os trabalhadores, clientes e fornecedores”.

Além disso, “a Comissão Executiva continua vinculada, a princípios de independência e de uma gestão sã, diligência e boa-fé e totalmente focada na concretização do plano de desenvolvimento de negócio para 2020, com atenção aos interesses de todas as suas partes interessadas, incluindo os seus clientes, colaboradores e fornecedores”, revela o mesmo documento.

Antes da Efacec, também o Eurobic, Nos e Galp já tinham sido atingidos pela polémica. No caos do Eurobic, a instituição bancária tem procurado manter a distância de Isabel dos Santos, mas já garantiu que “a muito breve prazo”, a participação de 42,5% empresária será vendida a outros investidores.

“A operação de alienação da sua participação foi já iniciada, a qual, face à existência de interessados, tem assegurada a sua concretização a muito breve prazo, sujeita, nos termos da lei, à prévia autorização das autoridades competentes”, indica o banco. Sendo a decisão definitiva, Isabel dos Santos já renunciou ao exercício dos seus direitos de voto, mesmo antes de vender a participação.

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Na Nos, por outro lado, registam-se baixas ao nível dos administradores não executivos: Jorge Brito Pereira, Mário Leite da Silva e Paula Oliveira comunicaram ao Conselho Fiscal a renúncia aos cargos que desempenhavam na operadora de telecomunicações. Recorde-se que a Nos é uma das participadas de Isabel dos Santos em Portugal, através da ZOPT (holding detida em partes iguais pela Sonae e Isabel dos Santos).

No mesmo dia em que os administradores com ligações à empresária angolana deixaram a nos, a presidente da CMVM, Gabriela Figueiredo Dias, revelou que arrancou uma acção de supervisão junto na Nos, mas também Galp e auditores associados a Isabel dos Santos.

Na Galp, os únicos sinais são, para já, a acção da CMVM. A empresa conta com Isabel dos Santos como accionista indirecta, através da Esperaza Holding (controlada pela Sonangol), mas ainda não há baixas a assinalar.

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