Apesar de a oferta de casas estar a aumentar, o que deveria levar a uma diminuição nos preços da habitação para arrendamento, regista-se o contrário, um aumento superior registado ao longo das últimas décadas.
Apenas durante o mês de janeiro, as rendas aumentaram quase 6%, a maior subida dos últimos 30 anos, desde 1994, revela o ‘Público’, de acordo com os dados do Idealista, que acrescenta que o aumento da oferta não está a traduzir-se no aumento de uma resposta ajustada às necessidades da procura.
Os dados da plataforma mostram que a oferta de casas para arrendamento no portal aumentou 55%, em Portugal, no quarto trimestre de 2023, face a igual período do ano anterior, enquanto em Lisboa o aumento foi de 63% e, no Porto, de 113%.
Mas estes números diferem de portal para portal, de acordo com a mesma fonte, que revela que os dados do Imovirtual mostram que, em janeiro deste ano, o número de anúncios de casas disponíveis para arrendar aumentou de forma significativa na maioria das capitais de distrito do país, chegando a aumentar quase 60% em Lisboa e perto de 30% no Porto.
Já o Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que entre Janeiro e Setembro de 2023, os últimos dados disponíveis,, foram celebrados 69.712 novos contratos de arrendamento em Portugal, uma quebra ligeira, de apenas 0,3%, em relação a igual período do ano anterior.
A mesma fonte revela ser pouco provável que o aumento da oferta no final de 2023 se deva ao programa Mais Habitação, isto porque o pacote legislativo entrou em vigor em outubro, mas muitas medidas não têm aplicação imediata, como o caso do regime de IRS para RNH.
Importa sublinhar que na base deste aumento em Janeiro está o impacto dos dados da inflação média dos 12 meses até agosto último, que se traduziram num aumento em 6,94% do coeficiente de atualização das rendas, revela a mesma fonte.














