Termina hoje a greve ao trabalho suplementar nas empresas do grupo EDP.
Os sindicatos exigem a “valorização das carreiras profissionais e da antiguidade” e a “reposição da justiça laboral”, e acusam a administração de “insistir em que se trate da tabela salarial” sem assumir “as suas responsabilidades no problema das admissões recentes em bases remuneratórias [BR] superiores às de trabalhadores com mais anos de experiência”.
“A administração não pode vir agora, à pressa, agitar a tabela salarial (propondo valor de aumento somente à BR2, deixando as restantes em incógnita) e o protocolo de carreiras, para recusar a exigência dos trabalhadores”, apontou a Fiequimetal.
Hugo Soares, secretário executivo do Sindel (Sindicato Nacional da Indústria e da Energia), disse à Lusa que esta forma de luta foi decidida depois de a empresa não ter manifestado disponibilidade para aceitar as reivindicações dos trabalhadores.
De acordo com o texto reivindicativo dos trabalhadores, que foi entregue à empresa em outubro, as novas contratações estão a receber uma remuneração superior à paga aos colaboradores mais antigos, com a justificação de que existe escassez no mercado e que estes têm mais experiência técnica.
O pré-aviso de greve abrange o prolongamento ou antecipação do horário normal de trabalho, dias de folga, feriados e casos de prevenção, entre outros.
A frente sindical que convocou esta greve inclui a Associação Sindical dos Trabalhadores do Setor Energético e Telecomunicações (ASOSI), a Fiequimetal, o Sindicato das Indústrias, Energia e Águas de Portugal (SIEAP), o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel), o Sindicato Inovação Energética (Sinovai) e o Sindicato da Indústria e Energia de Portugal (Sirep).














