Polestar 5 junta 884 CV a uma das menores pegadas de carbono da indústria

Marca sueca, com sede em Gotemburgo, tornou-se o primeiro fabricante automóvel a divulgar relatórios completos de ciclo de vida para todos os modelos da sua gama

Automonitor

A Polestar apresentou a pegada de carbono completa do novo Polestar 5, reforçando a sua estratégia de transparência climática na indústria automóvel. O modelo, um GT elétrico de quatro portas, apresenta uma pegada de carbono de 23,8 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) na fase “cradle-to-gate”, que inclui as emissões desde a extração das matérias-primas até à produção e entrega do veículo ao cliente.

A marca sueca, com sede em Gotemburgo, tornou-se o primeiro fabricante automóvel a divulgar relatórios completos de ciclo de vida para todos os modelos da sua gama. Estes documentos permitem compreender de forma detalhada onde surgem as principais emissões associadas ao fabrico de um automóvel e ajudam a orientar os esforços de redução do impacto ambiental.

Um dos principais focos da Polestar está nos materiais utilizados na produção. O alumínio, por exemplo, é um dos componentes com maior intensidade de carbono na indústria automóvel. No Polestar 5, 13% do alumínio utilizado é reciclado e 83% provém de fundições alimentadas por eletricidade renovável. De acordo com a marca, esta abordagem permite evitar cerca de 14 toneladas de CO₂ por veículo quando comparado com métodos convencionais de produção.

Para Fredrika Klarén, diretora de sustentabilidade da Polestar, medir as emissões é essencial para conseguir reduzi-las. “Não se pode reduzir aquilo que não se mede. Tornar visível a pegada de carbono de um automóvel ajuda a direcionar o foco da indústria para onde as emissões realmente ocorrem, especialmente nos materiais e na produção”, afirma.

A utilização de eletricidade renovável também desempenha um papel importante no fabrico do novo modelo. As instalações responsáveis pela produção do Polestar 5, bem como vários componentes da bateria, operam com energia renovável, reduzindo significativamente as emissões associadas ao processo industrial.

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No interior do veículo, a marca aposta igualmente em materiais inovadores. O Polestar 5 utiliza compósitos de fibras naturais desenvolvidos em parceria com a Bcomp, baseados em linho, que podem ser até 40% mais leves do que compósitos plásticos tradicionais e reduzem o uso de materiais de origem fóssil.

Outros elementos incluem alcatifas Econyl, produzidas a partir de redes de pesca descartadas, e têxteis feitos de PET reciclado. O compartimento de bagagem dianteiro também segue princípios de design circular, utilizando uma construção mono-material que facilita a reciclagem no final da vida útil do automóvel.

Os clientes que optem por interiores em couro podem escolher couro Nappa da Bridge of Weir, isento de crómio e proveniente de subprodutos da indústria alimentar, com certificação de bem-estar animal.

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Apesar do foco na sustentabilidade, o Polestar 5 não abdica da performance. O modelo oferece até 650 kW (884 cv) de potência e 1.015 Nm de binário, permitindo conjugar desempenho elevado com mobilidade elétrica. A autonomia estimada chega aos 678 quilómetros (WLTP).

Graças à arquitetura elétrica de 800 volts e ao carregamento rápido DC de até 350 kW, a bateria pode ser carregada de 10% a 80% em cerca de 22 minutos.

O Polestar 5 já se encontra disponível para encomenda no site oficial da marca.

Ao longo de todo o ciclo de vida do veículo — considerando cerca de 200.000 quilómetros de utilização e o tratamento no fim de vida — a pegada total estimada do modelo é de 28,5 tCO₂e, assumindo o atual mix energético europeu.

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