Os sindicatos da UGT iniciam esta quarta-feira as reuniões com o Governo mas, para a mesa de negociações levam já as reivindicações, que incluem uma exigência da revisão do acordo plurianual assinado com o executivo no ano passado.
Os sindicatos que compõem a estrutura assinalam que, se o Governo seguir o mínimo de atualização salarial previsto do acordo firmado, o salário médio da Função Pública aumenta 3,2% ou 2,7% (mediante considerado o salário base medio ou o vencimento total), o que fica abaixo da inflação média prevista para este ano, de 5,3% segundo as contas adiantadas ao Jornal de Negócios.
O acordo assinado no ano passado estabelece “um aumento anual equivalente a um nível remuneratório (cerca de 52 euros) ou de um mínimo de 2%”, o que olhando às tabela remuneratórias implicaria um mínimo de 6,7% na base salarial, mas que vai decrescendo nos salários mais altos, por exemplo, abaixo dos 4% para quem hoje ganha 1333 euros.
“O que está no acordo nunca será para rever em baixa. É a base sobre a qual nós partiremos em todas as negociações salariais anuais”, garantiu a Secretária de Estado da Administração Pública ao mesmo jornal, em outubro do ano passado, admitindo já na altura a hipótese de rever o documento.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) recorda em comunicado que o acordo assinado com o Governo prevê atualização “sempre que ocorra uma alteração substancial das condições relativas à definição das matérias e calendários associados”, defendendo um aumento que terá sempre de ser acima de 5%.
Já a Fesap adiantou que vai reivindicar “a atualização de 6% de todos os salários da administração pública, conjugada com um aumento remuneratório mínimo de 80 euros”, e uma atualização dos valores do acordo para 2025 e 2026.
A Frente comum, que não assinou o acordo, anunciará hoje o caderno reivindicativo, enquanto a CGTP já disse propor aumento de salários de 15%, com um valor mínimo de 150 euros.














