A ‘polícia da moralidade’ iraniana retomou as patrulhas em espaço público para fiscalização do cumprimento das regras de utilização obrigatória do ‘hijab’, o véu islâmico, após um alívio verificado durante os protestos pela morte de Mahsa Amini.
As patrulhas deixaram de se verificar com tanta frequência no âmbitos das manifestações públicas que se seguiram à morte da jovem de 22 anos, sob custódia policial e alegadamente devido a agressões, após ter sido detida por não estar a usar o véu islâmico.
O retomar das atividades de patrulha foi anunciado por Saeid Montazer-al-Mahdi, porta-voz Comando de Aplicação da Lei do Irão, indicando que os polícias iriam emitir avisos para “todos os que insistem em quebrar as normas sociais e usam roupas fora do padrão definido”.
Se após receberem o aviso não cumprirem as disposições, as autoridades tratarão de “os confrontar legalmente”, sem no entanto especificar o que envolverá esse passo.
Após a morte de Mahsa Amini muitas mulheres iranianas deixaram de usar o hijab e até houve episódios de queimas em público do véu do islâmico.
Estima-se, segundo o Washington Post, que centenas de pessoas foram mortas durante os protestos e mais de 20 mil foram detidas, na resposta do Governo aos tumultos.
Em abril, foi anunciado um plano de instalação de câmaras de videovigilância para ‘apanhar’ as mulheres que andassem nas ruas sem o véu islâmico.














