“Tem que ficar muito claro que no território da NATO ninguém entra”, diz Costa

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou esta quinta-feira que a NATO “é um aliança defensiva” e não intervém a nível militar, contudo, garantiu que “ninguém entra no seu território”. 

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou esta quinta-feira que a NATO “é um aliança defensiva” e não intervém a nível militar, contudo, garantiu que “ninguém entra no seu território”.

“A NATO é uma aliança defensiva, não desencadeia a guerra, não intervém em guerra em territórios terceiros e, por isso, não está a participar em ações militares no território da Ucrânia”, começou por referir em declarações aos jornalistas na chegada à cimeira em Bruxelas.

O governante esclareceu que que a Aliança “dá apoio militar, dá apoio político, dá apoio moral, dá apoio económico. Não intervém militarmente, mas é uma aliança defensiva. E tem que ficar muito claro que no território da NATO ninguém entra”, reiterou.

Costa disse ainda que “um minuto de guerra é tempo a mais de guerra” e considerou que este conflito tem sido conduzido “de uma forma particularmente brutal e violenta” com a “destruição massiva de cidades”.

“A NATO não contribuirá em nada para a escalada [do conflito] e, portanto, quer a retórica da Rússia quer as decisões de por em prontidão o seu arsenal militar só contribuem para a escalada” da guerra”, adiantou.

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Concretamente sobre a cimeira de hoje, o responsável referiu que será uma reunião onde os aliados reafirmarão “a unidade da aliança no pilar europeu, no pilar do Reino Unido e americano”.

“Unidos na defesa da paz e numa afirmação muito clara de que é preciso por fim à guerra, é necessário reestabelecer o direito internacional com a retirada das tropas russas da Ucrânia”, acrescentou.

Quanto à contribuição de Portugal, segundo Costa há  “dois tipos”. Primeiro, revelou, “relativamente à Ucrânia propriamente dita. No âmbito da União Europeia estamos a aplicar todas as sanções que têm vindo a ser decretadas”.

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“E em segundo lugar, temos estado a fornecer quer apoio humanitário quer material, designadamente material militar e, no âmbito da NATO, temos reforçado aquilo que é a nossa participação no conjunto dos contributos de dissuasão nos países de leste”, explicou.

Segundo o primeiro-ministro, “para além das forças que temos em estado de prontidão, para intervir no caso das forças de intervenção rápida da NATO, temos neste momento aprontada uma companhia que irá reforçar os batalhões de combate permanentes, que estão sediados na Roménia”.

“As nossas forças estão às ordens da NATO  e estão em prontidão a cinco dias para poderem avançar se o comandante assim o entender.”, concluiu.

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